Home
últimas
Famosos Brasileiros
Famosos Internacionais
Famosos na praia
Filhos de famosos
Fotos de famosos
Vídeos
Namoro
Instagram dos famosos
Principais notícias
Todos os temas
Novelas
Novela O Sétimo Guardião
Novela O Tempo Não Para
Novela Espelho da Vida
Malhação - Vidas Brasileiras
As Aventuras de Poliana
Novela Jesus
Resumo de novelas
Verão 90
TV
Domingão do Faustão
Mais Você
Encontro com Fátima
Caldeirão do Huck
Fantástico
Cinema
Tapete vermelho
Estreias
Oscar
Cannes
Festival do Rio
Angelina Jolie
Jennifer Aniston
Brad Pitt
Tom Cruise
Leonardo Dicaprio
Famosos
Bruna Marquezine
Marina Ruy Barbosa
Sasha
Anitta
Grazi Massafera
Ivete Sangalo
Giovanna Antonelli
Meghan Markle
Chay Suede
Letícia Colin
Camila Queiroz
Sabrina Sato
Michel Teló
Juliana Paes
Cabelos
Make
Moda
Dieta & Saúde
Beleza & Estética

Fora da Record, autor Lauro César Muniz quer fazer filme sobre José Dirceu

Autor de grandes sucessos da teledramaturgia brasileira, como "Chiquinha Gonzaga" (1999), "O Salvador da Pátria" (1989) e "O Casarão" (1976), Lauro César Muniz está sem emissora. Seu contrato com a Record encerrou-se em dezembro e não foi renovado. O autor estava no canal desde 2005, quando deixou a Globo em meio a brigas, após ficar cinco anos tendo sucessivos projetos recusados.

Veja também

Na Record, Lauro escreveu as bem-sucedidas "Cidadão Brasileiro" (2006) e "Poder Paralelo" (2009). Essa última, inclusive, foi responsável por levar Gabriel Braga Nunes e Marcelo Serrado de volta à Globo, com status de protagonistas. Mas, em 2012, fracassou com "Máscaras". A novela foi rejeitada pelo público, teve que ser encurtada e fez a audiência despencar.

Até hoje, a Record busca os dois dígitos de audiência que mantinha antes da novela. Junto com o fim do contrato, Lauro também teve cancelado um projeto de minissérie sobre o maestro Carlos Gomes.

Em entrevista ao Purepeople, o autor comenta sua saída do canal, relembra o fracasso de "Máscaras", fala sobre política e elogia o ex-patrão, o bispo Edir Macedo. "É um religioso muito aberto e tolerante. As pregações do senhor Macedo são muito abertas", opina. Confira o bate-papo.

Purepeople: Ficou surpreso com a não renovação de seu contrato?
Lauro César Muniz: Quando "Máscaras" foi lançada para a imprensa fiz uma declaração de que seria minha última novela. Como permanecer sem fazer telenovelas? Eu já havia feito uma reunião com a cúpula da emissora, em que apresentei uma minissérie sobre Carlos Gomes, mas, quando houve a mudança da direção artística, fui comunicado que o projeto não seria produzido. Como meu contrato estipulava o término em 31 de dezembro, estava claro que não haveria renovação.

Purepeople: Mas quais foram os motivos alegados? Financeiros?
LCM: A grade de dramaturgia está inteiramente definida para 2014 e 2015. Eu era o autor mais bem pago da emissora e ficaria dois anos à espera. Como renovar o contrato de um autor sem projeto? Seria um absurdo pagar um salário elevado por dois anos.

Purepeople: E como avalia a contratação da Sabrina Sato a peso de ouro?
LCM: Ela vai ocupar outro projeto na emissora. Acho que a teledramaturgia não é o setor mais privilegiado.

Purepeople: Qual saída gerou mais desconforto? Agora ou a da Globo, em 2005?
LCM: A da Globo, claro! Saí de lá machucado, humilhado. Na Record minha saída não gerou nenhum tipo de conflito. Apenas a frustração de não fazer a minissérie sobre Carlos Gomes.

Purepeople: Em "Poder Paralelo" (2009), cenas de sexo foram cortadas por mando de executivos da Igreja Universal, como divulgou a imprensa na época. O que aconteceu de fato? Houve censura?
LCM: Um tipo de postura da emissora com relação às cenas de sexo e violência, mesmo no horário tardio das 22h30. Os cortes não tiveram relação com religião. Mesmo assim, quanto a isso, acho que já houve mudanças de atitude. "Máscaras" não foi censurada, por exemplo.

Purepeople: Sendo ateu, você não titubeou ao ir para a Record?
LCM: Logo que cheguei deixei bem claro que tinha uma visão materialista do mundo, muito diferente de todos os pastores e bispos. Por tudo que ouço do senhor Edir Macedo, acho que, ao contrário, ele é um religioso muito aberto e tolerante. Não há nenhum tipo de preconceito norteando a emissora. As pregações do senhor Macedo são muito abertas. Já ouvi muitas vezes chamamento da Igreja Universal a ateus, homossexuais, pessoas de outros credos.

Purepeople: Você já declarou que o texto de "Máscaras" era muito sofisticado e que, em Portugal, a novela ficou em primeiro lugar. O público brasileiro ficou burro?
LCM: Não, são públicos diferentes. "Máscaras" foi líder de audiência em Portugal em um canal por assinatura. A Record orienta sua programação para as classes C e D. "Máscaras" era sofisticado para este público. Minha novela tinha um padrão diferente do público alvo da Record.

Purepeople: E o tão falado beijo gay nas novelas? Ele é necessário ou virou mais um mito do que uma necessidade?
LCM: Uma bobagem. As emissoras estão fazendo um cavalo de batalha por nada. Já vimos vários beijos gays na TV e o mundo não acabou.

Purepeople: Sendo ex-membro do Partido Comunista, como avalia as recentes condenações do caso mensalão?
LCM: Foi um julgamento político. Muita injustiça foi cometida. A lei foi atropelada pela euforia de se punir o grupo. Em um país em que o José Dirceu e o (José) Genoíno estão presos e o (Paulo) Maluf está negando ter fortuna escondida em paraísos fiscais, alguma coisa está muito errada.

Purepeople: Suas novelas sempre foram marcadas por tons políticos. Se fosse convidado a escrever um roteiro de filme sobre o mensalão, aceitaria?
LCM: Aceitaria fazer um filme sobre o José Dirceu. Já falei com ele a respeito dois anos atrás. Se ele topar, ainda, eu faço.

Purepeople: Você é conhecido por ser um homem de opiniões fortes. Para fechar, aos 75 anos, teme-se o que falar?
LCM: Não temo. Já fui prejudicado demais por falar o que penso. Se sempre fui assim, como mudar aos 76 anos? Este mês farei 76... Não tenho juízo mesmo (risos)!

(Por Anderson Dezan)

Acompanhe também as últimas notícias dos famosos pelo nosso Facebook.