A psicologia sugere que as pessoas nascidas nas décadas de 1960 e 1970 não são mais resilientes por terem recebido uma educação melhor, mas porque tiveram que aprender a lidar com a solidão
Publicado em 14 de maio de 2026 às 12:32
Por Lais Seguin | Colaboradora
Formada em Jornalismo pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), atua na imprensa desde 2021 com foco em conteúdo de entretenimento, comportamento e cotidiano. Produz matérias leves, informativas e conectadas ao universo dos famosos e das tendências, com linguagem acessível e olhar atento ao que desperta o interesse do público.
Pessoas que cresceram nas décadas de 1960 e 1970 desenvolveram mais autonomia emocional por precisarem lidar sozinhas com desafios do dia a dia. Especialistas explicam como esse comportamento influencia a resiliência até hoje.
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A ideia de que pessoas nascidas entre as décadas de 1960 e 1970 seriam mais resistentes emocionalmente voltou a ganhar força após novas análises feitas por especialistas em comportamento humano. 

Estudos acadêmicos brasileiros têm associado pessoas nascidas entre as décadas de 1960 e 1970 — especialmente integrantes da Geração X e parte dos Baby Boomers — a níveis mais altos de adaptação e resiliência diante de crises pessoais e profissionais. 

Pesquisas publicadas em periódicos como o "Brazilian Journal of Management and Innovation", ligada à FUCAPE Business School, e a "Revista Estudos e Pesquisas em Administração", da FATEC SENAI MT, apontam que essas gerações desenvolveram características como autonomia, pragmatismo e maior tolerância à frustração ao longo da vida.

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Esse cenário, bastante comum durante a infância dessas gerações, acontecia porque muitos pais passavam grande parte do dia trabalhando fora. Com isso, crianças e adolescentes precisavam desenvolver independência cedo, aprendendo a tomar decisões por conta própria, enfrentar conflitos e administrar emoções sem supervisão contínua.

Resiliência das gerações de 1960 e 1970 chama atenção

Especialistas classificam esse processo como uma espécie de 'inoculação contra o estresse'. Na prática, o conceito funciona como uma “vacina emocional”: a exposição frequente a pequenas adversidades ajudaria o cérebro a criar mecanismos para lidar melhor com situações difíceis no futuro.

Esse modelo de desenvolvimento emocional teria contribuído para habilidades hoje muito valorizadas, como tolerância à frustração, autorregulação emocional e capacidade de adaptação. Em outras palavras, características diretamente associadas ao conceito moderno de resiliência.

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O comportamento dessas gerações também costuma ser comparado ao estilo de criação mais comum atualmente, marcado por maior vigilância e proteção dos pais sobre os filhos.

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Criação preocupa especialistas

A chamada 'criação helicóptero' descreve pais excessivamente controladores e superprotetores, que acompanham cada passo dos filhos e tentam evitar qualquer tipo de dificuldade ou desconforto emocional.

Segundo pesquisadores, esse excesso de proteção pode impactar negativamente o desenvolvimento emocional das crianças, reduzindo a capacidade de lidar com frustrações, impulsos e desafios da vida adulta.

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Os especialistas defendem que permitir experiências independentes continua sendo essencial para o amadurecimento emocional saudável. Ainda assim, eles reforçam que o equilíbrio é o caminho mais indicado: nem uma criação extremamente rígida, nem uma proteção exagerada.

O ambiente familiar, as relações sociais e a rotina da infância seguem sendo fatores decisivos para a formação emocional de qualquer geração.

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