Alexandre de Moraes é um dos nomes mais comentados da semana. O motivo? Ele deu um dos votos favoráveis para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Com a repercussão do julgamento, dispararam buscas sobre a fase em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ainda era cabeludo.
Segundo informações do colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, Alexandre ainda exibia fios até 2005. Para deter a calvície de vez, ele preferiu raspar o cabelo.
Alexandre já era uma figura de destaque nos noticiários nos tempos em que tinha cabelo e não é difícil encontrar registros desta fase em antigas entrevistas. É o caso da participação do atual ministro no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, ainda nos anos 2000.
Moraes se firmou em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), onde também concluiu o doutorado. Ele se tornou ministro do STF no governo de Michel Temer, onde já comandava o Ministério da Justiça. Antes disso, integrou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e teve cargos no governo de Geraldo Alckmin.
Engana-se quem pensa que Alexandre se incomoda com as piadas a respeito de sua falta de cabelo. O próprio ministro virou assunto nas redes sociais quando, em abril do ano passado, brincou que iria processar a si mesmo por bullying.
Tudo aconteceu durante uma sessão do STF. Moraes fala sobre véus muçulmanos com o ministro Luís Roberto Barroso, que destacou que o vestuário religioso exibia "um princípio de cabelo".
Moraes, então, soltou que "não é especialista nem em cabelo, nem em véus". O ministro Kassio Nunes brincou que o colega “fez bullying com ele mesmo". "Vou me processar por bullying", retrucou Alexandre.