Ex-mulher de Anderson Leonardo, líder do grupo Molejo, Paula Cardoso está brigando para que a filha do casal, Alice, receba uma parcela maior do dinheiro arrecado pelo conjunto que fez muito sucesso nos anos 1990. Anderson morreu em abril de 2024 após batalha contra um câncer raro inguinal.
"Eu só recebo o que eles acham que é de direito mandar para gente, ame mandar. Eu só quero esclarecimento do que é de direito da minha filha", afirmou ao "Domingo Espetacular" deste final de semana (12) pedindo transparência em relação aos valores. "Essa prestação de contas, segundo o que eu tenho, é feita através de uma assessoria, de um escritório, de uma produtora na qual eu não tenho conhecimento", acrescentou Paula, que pouco antes da morte de Anderson que fez uma promessa.
Mãe de Alice, hoje com 6 anos, Paula acrescentou que atualmente não tem relação alguma com os demais integrantes do Molejo: "Nós não temos nenhuma relação. Nenhuma. Nenhum tipo de contato, absolutamente nada". De acordo com a ex-mulher de Anderson, ao cantor cabia uma parte maior dos lucros do Molejo por ser vocalista e dono da marca.
Porém, com sua morte esse repasse deixou de ser feito. Paula disse também que não tem acesso à agenda de shows do Molejo e é informada por terceiros após ter sido bloqueada pelo conjunto nas redes sociais.
Por sua vez, Andrezinho, novo vocalista do Molejo e amigo de Anderson afirmou que página do grupo está disponível "para todo mundo ver'. "Sobre as condições de contrato, isso também se refere a advogados. Se você perguntar pra gente, eu também não tenho acesso a contrato, eles (os outros integrantes) também não", alegou.
Já sobre o fato de Anderson ser o dono da marca Molejo, Andrezinho frisou: "Não era exatamente por isso. Como ele era o cantor, como ele estava mais à frente, vamos dizer assim, foi designada a condição de ele receber um pouco mais. Como agora já é dividido num contexto normal, entre todos nós, nós resolvemos levar essa condição de todo mundo receber igual".
Andrezinho disse também que o próprio Anderson incentivou os amigos a continuarem tocando o Molejo após sua morte. Por sua vez, Paula afirmou que menos de um mês após a partida do vocalista, os demais se desligaram da empresa Molejo, rompendo o tal acordo. "Para mim, é como se a memória dele tivesse sido rasgada", classificou sobre o cantor que colecionou polêmicas ao longo da vida.
E o advogado de Paula revelou que tenta encontrar uma solução sem a interferência da Justiça.