Por que a princesa Diana sempre manteve o cabelo curto? Cabeleireiro de Lady Di, responsável por criar o corte em 1990, revela que a escolha tinha um motivo muito estratégico
Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 21:12
Por Pedro Henrique Cabo | Colaborador
Geek fashionista que canta 'Let It Go' no chuveiro, trata 'O Diabo Veste Prada' como religião e escolheu Piplup como seu inicial. Jornalista metido a designer, cinéfilo de Letterboxd e amante das artes.
O corte bixie adotado por Diana nos anos 1990 se tornou marca registrada e acompanhou a fase mais independente da princesa
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Quase três décadas após sua morte, a princesa Diana segue como uma das figuras mais fascinantes e influentes da história recente. Ícone de estilo, comportamento e sensibilidade social, a eterna Lady Di continua despertando curiosidade não apenas por suas escolhas de vida, mas também por decisões aparentemente simples, como o comprimento do cabelo. 

Entre tantos elementos marcantes de sua imagem, o visual curto adotado a partir dos anos 1990 se tornou praticamente uma assinatura. E, ao contrário do que muitos imaginam, nada ali foi por acaso.

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Um ícone que atravessa gerações

Nascida Lady Diana Spencer, em 1961, ela já era extremamente popular quando entrou para a família real ao se casar, em 1981. Ainda assim, foi nos anos 1990, após o afastamento da monarquia, que consolidou de vez sua imagem como mulher independente, segura e dona de si. 

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Nesse período, o cabelo curto, conhecido como corte bixie, passou a acompanhar quase todas as suas aparições públicas, reforçando uma identidade visual forte e coerente. Mas a decisão de manter o cabelo curto tinha um motivo muito mais estratégico do que estético.

O motivo estratégico por trás do visual

O responsável por revelar os bastidores dessa escolha foi Sam McKnight, cabeleireiro de Lady Di e criador do corte em 1990. Em entrevista à Harper’s Bazaar Australia, ele contou que Diana tinha plena consciência do poder da própria imagem e sabia como a imprensa funcionava.

Ela era extremamente inteligente, porque sabia que, se mudasse até a divisão do cabelo, a imprensa iria focar nisso”, afirmou o profissional. A estratégia era clara: manter o visual estável para que os holofotes permanecessem voltados ao seu trabalho humanitário, e não a detalhes superficiais.

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Segundo o profissional, Diana não queria que o cabelo se tornasse o assunto principal. “Ela não era uma mulher obcecada por moda. Sabia que não podia transformar o cabelo no assunto principal.”

Como nasceu o corte bixie que virou símbolo

Quando entrou na Catedral de São Paulo, em 1981, para se tornar Princesa de Gales, Diana usava um bob arredondado simples, que manteve durante boa parte dos anos 1980. Ao longo da década, testou variações do corte, com versões mais geométricas e estilos híbridos, acompanhando as tendências da época.

A grande virada aconteceu em 1990, durante um ensaio para a British Vogue, fotografado por Patrick Demarchelier. Em entrevista à Vogue Australia, Sam McKnight relembrou o momento decisivo. “Para aquele ensaio, eu prendi o cabelo dela de forma que parecesse curto apenas para a foto”, contou. Após a sessão, Diana perguntou o que ele faria se tivesse liberdade criativa total. A resposta foi direta: cortaria tudo.

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A mudança aconteceu ali mesmo, sem grandes planejamentos. Nem o cabeleireiro, nem a princesa imaginavam a repercussão que viria depois. “O mundo simplesmente surtou quando as fotos foram divulgadas”, relembrou McKnight, dizendo que percebeu o impacto global enquanto trabalhava em Paris, atendendo ligações sem parar.

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