Vice-presidente da Cimed e uma das executivas mais influentes do país, Karla Felmanas tem ampliado sua trajetória para além do universo farmacêutico. Com mais de três décadas de experiência na empresa fundada por sua família, ela tem levado para as redes sociais discussões sobre liderança, gestão, carreira e os desafios de conciliar a vida profissional e pessoal.
Agora, com a Copa do Mundo de 2026 em andamento, Karla apresenta uma nova temporada do podcast 'Elas que Jogam', projeto que busca contar histórias paralelas às transmissões esportivas, sempre focadas nos jogadores. A proposta é abrir espaço para que mulheres que acompanham de perto a trajetória de atletas da Seleção Brasileira compartilhem experiências, desafios e momentos marcantes vividos nos bastidores do futebol.
Entre as convidadas da temporada estão Gabriely Miranda, esposa de Endrick, Bruna Biancardi, esposa de Neymar que acabou de anunciar gravidez e Duda Fournier, esposa de Lucas Paquetá, que participam de conversas sobre relacionamentos, maternidade, mudanças de país, carreira e a rotina de quem vive ao lado de alguns dos principais nomes do esporte.
Com uma abordagem leve, o podcast de Karla Felmanas aborda a parceria entre os atletas e suas esposas e as vivências que só uma WAG poderia ter, muito além da fama e do glamour de looks e redes sociais.
Em entrevista exclusiva ao Purepeople, Karla Felmanas conta os bastidores do projeto 'Elas que Jogam', a escolha das convidadas e as reflexões que surgiram a partir das histórias compartilhadas ao longo da nova temporada. Leia na íntegra abaixo!
Purepeople: Karla, o podcast 'Elas que Jogam' olha o futebol por outra ótica, desta vez através das esposas de jogadores. Qual o seu objetivo com este projeto?
Karla Felmanas: A ideia é mostrar quem são as mulheres que fazem parte da rede de apoio dos jogadores e exercem um papel fundamental nos bastidores de suas trajetórias, mesmo longe dos gramados. O projeto "Elas que Jogam" dá voz às mulheres que acompanham de perto a carreira dos atletas da Seleção Brasileira e compartilha histórias que, muitas vezes, ficam fora dos holofotes.
Purepeople: Neste projeto, você conversa com algumas das maiores WAGs da atualidade, como Bruna Biancardi, Gabriely Miranda e Duda Fournier. Qual foi a maior surpresa ao se sentar com essas mulheres e ouvir suas histórias?
Karla: Até o momento publicamos o episódio com a Gaby Miranda e gravamos com um outro nome que em breve vamos anunciar, mas estou muito animada para os próximos encontros. O que já ficou claro é que existe uma vivência muito única nesse universo, que só elas que sentem na pele, sabem e entendem. Todas têm uma rotina intensa, com seus altos e baixos, e mostram como é desafiador apoiar e estar ao lado de pessoas que têm um trabalho de alto rendimento com uma alta pressão de todos os lados.
Purepeople: O que o público vai entender melhor depois de assistir essa temporada? E o que ele talvez precise desconstruir?
Karla: O público vai entender melhor o lado humano dessas mulheres, como é lidar com os desafios de construir uma imagem para além dos seus maridos, a rotina, bastidores e curiosidades da intimidade dessas mulheres. Existe ainda um olhar muito limitado, então é importante sim desconstruir essa ideia de que elas são apenas "esposas de jogadores".
Purepeople: O podcast conversa com mulheres que, para parte do público, são consideradas "apenas esposas de jogadores", mas cada uma tem suas carreiras, particularidades e projetos pessoais. Você sente que o 'Elas que Jogam' também é uma forma de exaltar a força e presença feminina?
Karla: Com certeza, queremos exatamente isso. O projeto também nasce com esse objetivo de destacar a força feminina e o potencial de cada uma delas, mostrando suas trajetórias, conquistas, desafios e tudo o que constroem para além dos rótulos.
Purepeople: No projeto, você aborda temas importantes e sensíveis, como a maternidade e exposição pública, mas com muita leveza. Qual foi a escolha mais importante que você fez para manter o podcast leve, mas não superficial?
Karla: O mais importante foi criar um ambiente de confiança e descontração, trazemos a proposta de um bate-papo e não de uma entrevista, onde cada convidada se sinta confortável e no controle da sua própria narrativa. Isso permite conversas mais verdadeiras, mas sempre conduzidas com respeito e liberdade.