Fim da escala 6x1: Anitta, Fátima Bernardes, Letícia Colin e mais famosos se manifestam nas redes. 'Muito desumano'
Publicado em 28 de maio de 2026 às 15:34
Por Pedro Henrique Cabo | Colaborador
Geek fashionista que canta 'Let It Go' no chuveiro, trata 'O Diabo Veste Prada' como religião e escolheu Piplup como seu inicial. Jornalista metido a designer, cinéfilo de Letterboxd e amante das artes.
A aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6x1 movimentou famosos e as redes sociais. Veja quando ela entra oficialmente em vigor
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A aprovação da proposta que prevê o fim da escala 6x1 movimentou não apenas a política brasileira, mas também o universo dos famosos. Na noite desta quarta-feira (27), a Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição que prevê o encerramento do modelo de trabalho com seis dias consecutivos de expediente para apenas um de folga. Segundo informações do g1, a implementação poderá acontecer de forma gradual em até 14 meses, mas o texto ainda precisa passar pelo Senado antes de ser promulgado.

Nesta quinta-feira (28), diversos artistas e personalidades, como Anitta, Fátima Bernardes e Letícia Colin, resolveram se manifestar nas redes sociais e em programas de televisão sobre o assunto, defendendo jornadas consideradas mais humanas e equilibradas.

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Anitta comemora aprovação nas redes sociais

A cantora Anitta foi uma das celebridades que reagiram rapidamente à notícia. A artista apareceu nos Stories do Instagram celebrando a aprovação da proposta enquanto dançava ao som da música “Deus Existe”, parceria com a banda Ponto de Equilíbrio.

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O vídeo repercutiu entre fãs e internautas, principalmente porque o debate sobre qualidade de vida, saúde mental e excesso de trabalho ganhou ainda mais força nos últimos meses nas redes sociais.

'Muito desumano': a forte opinião de Fátima Bernardes

Quem também comentou o assunto foi a jornalista e apresentadora Fátima Bernardes, de 63 anos. Durante participação no programa “Sem Censura”, da TV Brasil, ela afirmou considerar a escala 5x2 muito mais justa para os trabalhadores.

“Essa foi a escala que eu tive, com alguns plantões, obviamente. Já era difícil. Imagino para os trabalhadores que têm essa escala de 9 horas, com uma hora de almoço, mais esse monte de hora no trânsito”, declarou.

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A apresentadora ainda destacou que as pessoas precisam de tempo para descanso, convivência familiar e desenvolvimento pessoal.

“Precisamos de muita coisa: de tempo com a família, tempo de descanso, tempo para nos aprimorar, para aprender mais sobre tecnologia. Fica muito difícil dar conta de tudo. Acho o ritmo da escala 6x1 muito desumano. Acho que 5x2 seria muito mais justo para todo mundo”, afirmou.

Letícia Colin diz que escala 'favorece apenas donos de empresas'

A atriz Letícia Colin, atualmente protagonista da novela das 21h da TV Globo, “Quem Ama Cuida”, também demonstrou apoio ao fim da escala 6x1. Em declaração publicada em seu perfil no Instagram, a artista afirmou que o modelo atual prejudica diretamente a saúde mental e a qualidade de vida dos trabalhadores.

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“A escala 6x1 é um projeto político. Um sistema que foi criado pra manter o trabalhador exausto, sem saúde mental, sem viver em família, sem estudar, sem poder ter lazer. E os donos das empresas? Cada vez mais ricos. Tempo é dignidade pra existir”, declarou a atriz.

Tatá Werneck, Grazi Massafera e Agatha Moreira também demonstraram apoio com emojis de palmas no vídeo publicado pela atriz em suas redes sociais.

Quando o fim da escala 6x1 começa a valer?

Segundo informações divulgadas pelo g1, o texto aprovado determina que o novo modelo começará a valer 60 dias após a promulgação da PEC. No entanto, as empresas terão até 14 meses para concluir a adaptação.

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A redução da carga horária semanal acontecerá de maneira gradual. Inicialmente, haverá uma redução de duas horas semanais até dois meses após a promulgação. Depois, a redução total de quatro horas deverá ser concluída em até 12 meses após a primeira etapa. O texto também prevê ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos.

Apesar da aprovação na Câmara, o projeto ainda enfrenta etapas importantes antes de entrar oficialmente em vigor. Conforme informou o g1, interlocutores do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmam que a tramitação não deverá ser acelerada, embora exista forte apelo social em torno do tema. Caso o Senado faça alterações no texto, a proposta precisará retornar para nova análise da Câmara dos Deputados. Somente após aprovação final nas duas casas a PEC poderá ser promulgada oficialmente.

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