Frase do dia de Byung-Chul Han, filósofo: 'Somente com a condição de estar sempre aberto à dor, venha ela de onde vier, você poderá estar aberto à felicidade'
Publicado em 14 de outubro de 2026 às 10:19
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Por Matheus Queiroz | Notícias dos famosos, TV e reality show
Jornalista por vocação, apaixonado por música, colecionador de CDs e neto perdido de Rita Lee.
Cansado da obrigação de sorrir o tempo todo? Em uma época que rejeita qualquer sinal de sofrimento, a filosofia nos convida a repensar nossas emoções.
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Vivemos em uma era dominada pelo imperativo da felicidade constante e pelo culto ao prazer imediato: talvez, você já tenha sentido na pele a sensação de que, atualmente, a dor e o sofrimento costumam ser enxergados como falhas ou obstáculos. 

Contudo, na obra de filósofos como Byung-Chul Han ("A Sociedade Paliativa") e Friedrich Nietzsche, uma das maiores premissas é que fugir do sofrimento a todo custo neutraliza e empobrece a própria capacidade humana de sentir a verdadeira felicidade.

Para Han, a dor e a felicidade são experiências entrelaçadas. Ao negar o sofrimento e tentar impor um "otimismo obrigatório", a sociedade mergulha num "conforto apático". A felicidade real não se consome como mercadoria; ela surge em fragmentos e exige abertura para enfrentar e integrar a dor em nossas vidas.

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Do sofrimento à plenitude: protagonista de Leticia Colin em 'Quem Ama Cuida' é exemplo

Na trama da novela "Quem Ama Cuida", a trajetória de Adriana (Leticia Colin) serve como exemplo dramático dessa dinâmica filosófica. Adriana passa por duras provações no enredo, enfrentando o peso do sistema, a condicional e o antagonismo direto com a vilã Pilar (Isabel Teixeira). 

Em vez de sucumbir ao amortecimento emocional ou buscar soluções fáceis para fingir um bem-estar ilusório, Adriana vivencia a dor de suas injustiças de forma aberta. Como postula Byung-Chul Han, “somente estando sempre aberto à dor [...] você poderá estar aberto às formas mais delicadas e sublimes de felicidade”.

A relação de Adriana com Pedro (Chay Suede) e sua resiliência perante as adversidades ilustram a tese de Nietzsche sobre dor e felicidade serem "irmãos gêmeos". 

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O valor da felicidade só pode ser experimentado depois da superação da dor 

Na prática, a liberdade após o período na cadeia e a superação dos obstáculos criados por Pilar só adquirem a intensidade do triunfo porque Adriana vivenciou a profundeza da dor do processo. A felicidade de sua libertação e de seu romance não é fruto do acaso, mas da integração dessas marcas em sua caminhada.

Dessa forma, ao confrontar os atritos e não fugir dos conflitos necessários para restabelecer sua dignidade, Adriana rompe com o "comportamento anestesiado" da sociedade paliativa.

Na novela, a mocinha de Leticia Colin prova que o bem-estar psicológico e a realização não surgem ao varrer o sofrimento para debaixo do tapete, mas ao atravessá-lo de frente. Para mais conteúdos sobre lifestyle e entretenimento, continue nos artigos do Purepeople. 

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