Há 38 anos, Irene Ravache fez críticas ácidas à Globo ao anunciar saída das novelas: 'Não se grava em escritórios'
Publicado em 14 de abril de 2026 às 11:08
Por Guilherme Guidorizzi | Notícias da TV, novelas e famosos
Escreve sobre novelas e entrevista o elenco para trazer as novidades dos próximos capítulos. Produz conteúdos sobre famosos e TV.
Irene Ravache está de volta às telinhas com a reprise de 'Além do Tempo', mas um passado repleto de críticas à Globo em sua saída das novelas ressurgiu. Há quase quatro décadas, a atriz veterana desabafou sobre as condições de trabalho e a produção da emissora. Descubra os motivos que levaram a estrela a tomar tal decisão
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Fora das novelas desde uma participação na quinta versão de "Éramos Seis" (2019-2020), Irene Ravache vai ser vista novamente na TV com o retorno de "Além do Tempo" (2015-2016). A história foi escolhida para a vaga de "Terra Nostra" (1999-2000) no "Edição Especial" a partir do dia 27.

Na novela de Elizabeth Jhin, onde contracenou com um neto, Irene deu vida a duas personagens com o mesmo nome, Vitória, em diferentes fases da trama que corria em dois tempos, século XIX e dias atuais. O que poucos sabem é que a veterana, hoje aos 81 anos, e uma das famosas homenageadas na Calçada da Fama da Globo, garantiu nos anos 1980 afirmou que estava deixando as novelas, fazendo críticas ácidas à emissora líder.

"Posso até fazer minisséries, seriados. Mas esta, realmente, é minha última novela. Me desagrada o esquema de produção, o tempo que toma, a falta de previsão. A Globo foi crescendo e ficou daquele tamanho. Em vez de aumentarem os estúdios, fazem escritórios. E não se grava em escritórios", disparou a vencedora do Troféu Imprensa de Melhor Atriz em 1994 pela Lola de "Éramos Seis" (versão do SBT).

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Irene Ravache fez crítica ácida à Globo: 'Condições de trabalho muito difíceis'

Na época, 23 de março de 1988, Irene estava no ar como Leonora de "Sassaricando" (1987-1988) e colecionava 15 novelas desde seu primeiro trabalho no segmento "Paixão de Outono" (Globo, 1985). "O sistema de produção de novelas briga com meu ritmo de trabalho", acrescentou a artista ao "Jornal do Brasil", sem poupar críticas.

"As condições de trabalho são muito difíceis. Esse negócio de suar a camisa é só para quem tem ações da emissora e eu não tenho. Quando me pego numa externa e o único lugar que tenho para fazer xixi é um bar infecto, sei que não estou mais para isso. A Globo pode melhorar as condições de trabalho para quem produz seu produto mais caro", recomendou.

"Aí você vai para a externa num ônibus quente, tudo fede, o motorista fede. Não quero mais brincar assim. Eu não. Depois morro, e olha eu morrendo triste", continuou Irene, uma das amigas a comparecer ao enterro de Juca de Oliveira (1935-2026), morto em meados de março.

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Irene Ravache defendeu proibição em método de gravação de novela

Na entrevista ainda fez outras críticas ao sistema de gravação. "Acho que a Constituição devia proibir duas coisas: as gravações externas e as trocas de roupas nas novelas. É um absurdo o que se troca de roupa. Eu ainda prefiro o sistema da antiga Tupi. A gente gravava duas vezes por semana e todas as externas eram feitas na pracinha em frente, fosse a história que fosse, em, qualquer época que se passasse", apontou a atriz

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