Depois de ter cachê bloqueado, Romário se envolveu em mais uma ação na Justiça. Dessa vez, o processo partiu da Fazenda Nacional que buscou o bloqueio de contas bancárias e de aplicações do próprio ex-jogador de 60 anos e hoje senador pelo Rio, de um dos filhos deles e de uma antiga companheira.
Isso tudo envolve a cobrança de uma dívida de Imposto de Renda iniciada em 2002 e que na época estava em R$ 296,4 mil. Passados mais de 24 anos, o valor já havia saltado em mais de 185%, subindo para R$ 845.9 mil. Nesse período, uma cobertura pertencente ao trio e localizado em condomínio de luxo da Barra da Tijuca foi vendido em decisão da Justiça e a Fazenda soliciou o bloqueio do dinheiro de Romário, do filho e da ex enquanto esperava a liberação dos valores levantados com a venda da propriedade.
Vale ressaltar que a venda do imóvel foi determinada em uma outra ação na Justiça do RJ. Já uma parte do montante conseguido foi reservado para a dívida ser paga, segundo o "Metrópoles". Contudo, a transferência para a conta indicada não havia ainda ocorrido.
Em um primeiro momento, a ação envolvia somente o filho do ex-jogador, que passou a ser citado junto com a ex em 2010. Passados 16 anos e no último dia 9, uma juíza federal considerou já haver recursos para se pagar a dívida por conta da venda do tal imóvel.
Por disso, negou o bloqueio das contas e exigiu que o processo seja suspenso até o próximo dia 20 ou até que o valor seja transferido para a conta judicial. E Romário se posicionou: "Os débitos questionados não decorrem de obrigação originária do senador, que figura nos processos como devedor solidário, razão pela qual a cobrança é objeto de contestação judicial".
"Por orientação de seus advogados, o senador não fará comentários adicionais até a conclusão da análise pelo Judiciário", acrescentou em nota o campeão da Copa do Mundo em 1994.