'Luto precisa de espaço, não de regras', alerta especialista após Ana Paula Renault ser 'julgada' por seguir no 'BBB 26' ao saber da morte do pai, Gerardo
Publicado em 20 de abril de 2026 às 14:57
Por Guilherme Guidorizzi | Notícias da TV, novelas e famosos
Escreve sobre novelas e entrevista o elenco para trazer as novidades dos próximos capítulos. Produz conteúdos sobre famosos e TV.
Ana Paula Renault choca o público ao seguir no BBB 26 após a morte do pai. Especialista em luto desabafa: 'Continuar não é negar a dor'. Descubra por que o sofrimento não precisa de regras e como o choque inicial pode mascarar a verdadeira dimensão da perda. A decisão da sister levanta um debate sobre como lidamos com a dor em tempos de exposição
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Finalista do "BBB 26" e franca favorita à vitória, Ana Paula Renault decidiu permanecer no reality ao ser informada da morte do pai. Ex-deputado, Gerardo Henrique Machado Renault morreu aos 96 anos no domingo (19) após pouco mais de duas semanas de internação e foi velado um dia depois, em Belo Horizonte (MG).

Para a especialista em autoamor e autodesenvolvimento Renata Fornari, não existe um padrão único em relação ao luto. "O luto é uma experiência profundamente individual. Não existe tempo ideal, forma correta ou reação esperada. Cada pessoa acessa esse processo a partir da própria história, dos vínculos construídos e da maneira como aprendeu a lidar com as emoções", afirma a profissional ao comentar a decisão de Ana em seguir no "BBB".

'Continuar não é negar o luto', afirma especialista após decisão de Ana Paula Renault seguir no 'BBB 26'

Vale lembrar que Gerardo havia, em 2016, aconselhado a filha a não beber no "BBB 16", e que no fim de 2025 passou por grave problema de saúde, o que quase levou Ana Paula a recuar na decisão de retornar ao reality. Segundo Renata, não é possível associar à falta de dor a decisão da jornalista em seguir no reality e, assim, não se despedir do pai.

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"Continuar não é negar o luto. Muitas vezes, é o que a pessoa consegue sustentar naquele instante. O problema é quando a sociedade tenta impor um roteiro de sofrimento, como se fosse necessário parar tudo para validar a dor. O sentir não precisa de plateia nem de aprovação", destaca a especialista.

"Quando alguém é criticado pela forma como vive o luto, se cria uma camada extra de dor: a culpa. E a culpa não faz parte de um processo saudável de elaboração da perda. O luto precisa de espaço, não de regras", adverte Renata Fornari.

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'Muitas pessoas só acessam a dor no luto dias ou semanas depois'

A especialista lembra ainda que em alguns casos o impacto da morte não é sentido imediatamente. "O choque inicial pode anestesiar. Muitas pessoas só vão acessar a dor dias ou semanas depois. Por isso, respeitar o próprio tempo é fundamental. O luto não é linear, ele vem em ondas, e cada uma delas precisa ser acolhida", aponta, dando valor à atitude de Tadeu Schmidt.

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Chorando, o apresentador revelou aos finalistas a morte do irmão Oscar Schdmit no último dia 17 - o "Mão Santa" havia sido operado pela terceira vez em luta contra um câncer de cabeça, em 2025. "Falar sobre o luto é permitir que ele exista sem ser abafado. Quando figuras públicas demonstram empatia e humanidade, elas ajudam a legitimar o sentir", conclui.

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