Finalista do "BBB 26" e franca favorita à vitória, Ana Paula Renault decidiu permanecer no reality ao ser informada da morte do pai. Ex-deputado, Gerardo Henrique Machado Renault morreu aos 96 anos no domingo (19) após pouco mais de duas semanas de internação e foi velado um dia depois, em Belo Horizonte (MG).
Para a especialista em autoamor e autodesenvolvimento Renata Fornari, não existe um padrão único em relação ao luto. "O luto é uma experiência profundamente individual. Não existe tempo ideal, forma correta ou reação esperada. Cada pessoa acessa esse processo a partir da própria história, dos vínculos construídos e da maneira como aprendeu a lidar com as emoções", afirma a profissional ao comentar a decisão de Ana em seguir no "BBB".
Vale lembrar que Gerardo havia, em 2016, aconselhado a filha a não beber no "BBB 16", e que no fim de 2025 passou por grave problema de saúde, o que quase levou Ana Paula a recuar na decisão de retornar ao reality. Segundo Renata, não é possível associar à falta de dor a decisão da jornalista em seguir no reality e, assim, não se despedir do pai.
"Continuar não é negar o luto. Muitas vezes, é o que a pessoa consegue sustentar naquele instante. O problema é quando a sociedade tenta impor um roteiro de sofrimento, como se fosse necessário parar tudo para validar a dor. O sentir não precisa de plateia nem de aprovação", destaca a especialista.
"Quando alguém é criticado pela forma como vive o luto, se cria uma camada extra de dor: a culpa. E a culpa não faz parte de um processo saudável de elaboração da perda. O luto precisa de espaço, não de regras", adverte Renata Fornari.
A especialista lembra ainda que em alguns casos o impacto da morte não é sentido imediatamente. "O choque inicial pode anestesiar. Muitas pessoas só vão acessar a dor dias ou semanas depois. Por isso, respeitar o próprio tempo é fundamental. O luto não é linear, ele vem em ondas, e cada uma delas precisa ser acolhida", aponta, dando valor à atitude de Tadeu Schmidt.
Chorando, o apresentador revelou aos finalistas a morte do irmão Oscar Schdmit no último dia 17 - o "Mão Santa" havia sido operado pela terceira vez em luta contra um câncer de cabeça, em 2025. "Falar sobre o luto é permitir que ele exista sem ser abafado. Quando figuras públicas demonstram empatia e humanidade, elas ajudam a legitimar o sentir", conclui.