Nem ácido hialurônico, nem retinol: médica explica por que PDRN virou hit para pele em K-Beauty; famosas como Dua Lipa e Carolina Dieckmmann já usaram
Publicado em 12 de junho de 2026 às 13:02
Por Clara Espíndola | Colaboradora | TV, beleza e famosos
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
PDRN, ativo usado por Dua Lipa e Carolina Dieckmann, virou tendência na K-Beauty. Dermatologista explica detalhes!
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O mundo da beleza ganhou um novo queridinho em 2026. Conhecido como PDRN (polidesoxirribonucleotídeo), o ingrediente/ativo, que até pouco tempo era mais associado a procedimentos dermatológicos realizados em consultório, começou a invadir máscaras faciais e cremes coreanos, tornando-se uma das maiores tendências da K-Beauty.

A popularidade do ativo ganhou destaque na web após celebridades internacionais e brasileiras passarem a incluí-lo em suas rotinas de cuidados com a pele. Recentemente, a cantora Dua Lipa e a atriz Carolina Dieckmmann chamaram atenção ao aparecer usando uma máscara facial coreana com PDRN. Ficou curioso? O Purepeople explica melhor!

O que é o PDRN?

Segundo a dermatologista Larissa Oliveira, da Onne Clinic, no Rio de Janeiro, o PDRN é uma molécula derivada de fragmentos de DNA que vem sendo estudada há anos na medicina regenerativa, principalmente pela sua capacidade de estimular processos de reparo tecidual e modular inflamação

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Inicialmente utilizado em procedimentos injetáveis realizados por médicos, o ativo começou a migrar para o mercado cosmético em meio à crescente busca por ingredientes com embasamento científico.

"A consumidora atual quer entender mais sobre os mecanismos biológicos da pele. Existe um interesse crescente por ativos associados à regeneração celular, fortalecimento da barreira cutânea e prevenção do envelhecimento", explica a especialista.

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Apesar do entusiasmo, os especialistas fazem um alerta importante: os resultados obtidos em casa não são necessariamente os mesmos observados em procedimentos médicos.

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De acordo com Larissa, em consultório o PDRN costuma ser aplicado em concentrações mais elevadas e frequentemente associado a técnicas como microagulhamento, laser e drug delivery, que permitem uma penetração mais profunda do ativo na pele. Já nos cosméticos, a absorção tende a ser mais limitada e menor.

"Um sérum ou uma máscara com PDRN pode contribuir para hidratação, viço e fortalecimento da barreira cutânea, mas dificilmente reproduzirá os mesmos efeitos biológicos observados em tratamentos dermatológicos", afirma.

O futuro do skincare será cada vez mais tecnológico?

De acordo com a especialista, a resposta é sim. Ingredientes inspirados na medicina regenerativa, como exossomos, fatores de crescimento, peptídeos biomiméticos e o próprio PDRN, devem ganhar cada vez mais espaço nos próximos anos.

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Ainda assim, ela reforça que cosméticos tecnológicos não substituem tratamentos médicos quando há indicação clínica.

A tendência aponta para uma união cada vez maior entre skincare e dermatologia, com produtos cada vez mais sofisticados funcionando como complemento dos cuidados realizados em consultório. 

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