A psicologia confirma: mulheres de 50 anos que são excessivamente dedicadas podem depender da validação externa
Publicado em 1 de outubro de 2026 às 19:21
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Por Rafael Munhos | Novelas e TV
Jornalista apaixonado por novelas, filmes, séries e música eletrônica. Também adoro fazer corrida de rua.
Entenda o que a psicologia diz sobre mulheres acima dos 50 anos que assumem muitos compromissos pelos outros, mas esquecem de si
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Ser generoso, cuidar dos outros, ajudar e, em suma, ser excessivamente dedicado são qualidades que tendemos a valorizar, mas o que acontece quando nos acostumamos a sempre colocar os outros em primeiro lugar? 

Todas essas bondades cobram um preço e, muitas vezes, quem paga é a própria pessoa que cuida.

Muitas mulheres na faixa dos cinquenta anos passam, boa parte da vida cuidando da família, sustentando a casa e estando disponíveis para todos. O problema surge quando essa generosidade excessiva deixa pouco (ou nenhum) espaço para o autocuidado. Aí, o que antes era virtude vira armadilha.

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A psicologia indica que, quando o altruísmo se torna uma necessidade constante para se sentir útil ou necessário, pode desenvolver-se uma dependência que não é exatamente positiva. 

"O bem-estar emocional dessas pessoas acaba dependendo da validação externa: de se sentirem reconhecidas, úteis ou importantes para os outros", explica Esther Boada, psicóloga e diretora do Centro Sukha Molins de Rei, à CLARA.

Em outras palavras, não se trata só de 'gostar de ajudar', mas de precisar ajudar para se sentir bem consigo mesma. É como se o valor pessoal dependesse do quanto os outros precisam dela. E isso, a longo prazo, gera desgaste emocional, frustração e, em alguns casos, até ressentimento. 

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"Muitas mulheres aprenderam a se validar através do cuidado. Elas se sentem valorizadas quando ajudam, quando apoiam os outros, quando resolvem problemas ou quando os outros precisam delas", explica Esther Boada.

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Ficção se espelha na realidade

Quer um exemplo da ficção? Elisa, papel de Isabel Garcia na novela 'Quem Ama, Cuida', vive para as panelas e precisa de validação do pai, Otoniel (Tony Ramos), para fazer certas coisas. Até o momento, ela não comentou que está de paquera com seu melhor amigo, Enéas (Glicério do Rosário), por medo da reação do florista.

Logo, ela inventa desculpas para cancelar encontros com Enéas. Ao mesmo tempo, descuida do visual. Basicamente, vive em função do que o outro (neste caso, o pai) vai pensar ou aprovar. É um retrato fiel de quem aprendeu a medir seu valor pelo quanto agrada, cuida e se submete às expectativas alheias.

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Nesse caso, o importante é aprender a priorizar a si mesma. "Recuperar sua identidade não significa abandonar esses relacionamentos, mas sim se perguntar novamente: 'Do que eu gosto? O que combina comigo? O que eu quero agora?'", explica Esther Boada.

Ou seja, não é sobre virar 'egoísta' ou deixar de cuidar dos outros, mas sobre lembrar que você também é importante. Logo, é importante perceber que suas necessidades, desejos e limites importam tanto quanto os dos outros. E que dizer 'não' ou tirar um tempo pra si não é falha de caráter, é saúde emocional.

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