'Quase morri de fome. Foram 7 dias só tomando café da manhã': aos 71 anos hoje, Raul Gazolla passou uma semana comendo apenas chá, chocolate e 3 pães ao dia na Suíça
Publicado em 23 de outubro de 2026 às 15:25
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Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
Antes da fama nas novelas, ator enfrentou uma semana de privação em Zurique enquanto buscava trabalho como modelo
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Conhecido por novelas como “Kananga do Japão”, “O Clone” e “A Força do Querer”, Raul Gazolla, hoje com 71 anos, soma cerca de quatro décadas na televisão. 

Antes de conquistar seu espaço como ator, porém, viveu alguns perrengues como modelo, incluindo uma semana em que precisou racionar comida na Suíça.

A história foi relembrada no PodPeople, apresentado pela psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva.

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Em busca de trabalho em Zurique

Na época, Gazolla trabalhava na Itália, onde, segundo contou, havia poucas oportunidades durante agosto e setembro. 

Seguindo o conselho de uma produtora, decidiu procurar trabalhos para catálogos na Alemanha ou na Suíça, onde as chances seriam maiores nesses meses.

Embarcou então para Zurique, mas chegou perto do fim da temporada, com a passagem de volta comprada e sem dinheiro para se manter.

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A solução foi ficar em uma pensão muito humilde e contar com a única refeição incluída na diária. 

“Quase morri de fome. Foram 7 dias só tomando café da manhã”, revelou.

Até os banhos eram cobrados separadamente. Embora tomasse dois por dia, na hora de ir embora disse à proprietária que havia tomado apenas três. Segundo o ator, ela não estranhou e cobrou somente o valor correspondente.

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Um pão guardado para o restante do dia

A fome fazia Gazolla acordar às seis da manhã e, às seis e meia, ele já estava esperando para comer. Quando a dona da pensão perguntava se queria chá ou chocolate, pedia os dois, acompanhados de três pãezinhos: um branco, um croissant e um integral.

Os dois primeiros eram consumidos ali mesmo. Já o integral precisava durar: metade ficava para as quatro da tarde e o restante, para as oito da noite. Enquanto passava o dia visitando possíveis clientes, bebia água nas fontes potáveis da cidade.

Apesar da dificuldade, Gazolla contou que se sentia cada vez mais determinado a conseguir trabalho. 

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“Nada mais podia me vencer”, lembrou, explicando que pensar no que poderia ser pior do que aquela situação lhe dava disposição para continuar procurando.

O alívio depois de uma semana difícil

A insistência finalmente rendeu um trabalho de US$ 1.500. Com o pagamento, foi ao supermercado comprar pão, leite achocolatado, cream cheese e peito de peru para preparar um sanduíche.

Mesmo com a comida à disposição, contou que só conseguia comer devagar, em pequenas quantidades, até retomar sua alimentação habitual.

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Décadas depois, com uma carreira consolidada nas novelas, Gazolla ainda guarda os detalhes daquela semana em Zurique, dos horários em que dividia o pão à primeira compra no supermercado. 

Um começo difícil que, em sua lembrança, também ficou associado à confiança de que conseguiria enfrentar os próximos desafios.

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