Assim como você vai à padaria, Virginia Fonseca viaja para a Espanha. Após duas festas de luxo na semana passada, uma delas para comemorar os 2 anos do filho mais novo, a influenciadora embarcou para a Europa para visitar o namorado, Vini Jr., com quem reatou a relação durante a Copa do Mundo.
Aliás, a ponte aérea Brasil-Espanha tem sido uma frequência na vida de Virginia. Uma análise feita pelas viagens públicas da famosa apontam entre 180 a 250 horas dentro de um jatinho (ou avião) apenas neste ano. Se pensarmos em dias, estamos falando de 7 dias e meio a 10 dias e meio nos céus.
Isso leva algumas pessoas a questionarem se há riscos de permanecer tanto tempo voando. Antes de mais nada é importante frisar que não significa que Virginia tenha algum problema de saúde.
A cardiologista dra. Bárbara Fagundes ressalta que mesmo quem está fisicamente ativo não deve se desligar das demais formas de prevenção das doenças do coração. "Hoje, a maioria das pessoas sabe que precisa se alimentar melhor, fazer atividade física, dormir bem, controlar o estresse e acompanhar a pressão e o colesterol", lista a profissional.
"O grande desafio é conseguir colocar tudo isso em prática dentro da realidade de cada pessoa. E é justamente aí que o acompanhamento médico individualizado faz diferença", explica a médica.
A profissional alerta que mesmo quem tem rotina intensa de exercícios pode sentir os efeitos de várias horas sentada em voo, bem como a alimentação alterada e os compromissos em série após o desembarque. Nessa lista de alerta contamos ainda os fusos atravessados em um voo e os horários diferentes que a pessoa vai dormir por conta das viagens.
"Dormir mal, apresentar distúrbios do sono ou permanecer submetido a níveis elevados de estresse de forma persistente também pode interferir na saúde cardiovascular. Alterações do sono, como a apneia obstrutiva, podem estar associadas à hipertensão, alterações metabólicas e maior risco cardiovascular", acrescenta a dra. Bárbara. É importante apontar ainda que a rotina consistente do sono fica mais difícil de ser planejada, além disso, lembra, o relógio biológico necessita de tempo para se adaptar às mudanças de fuso.
Também é preciso alertar para o risco de trombose em quem é predisposto ao se ficar muitas horas sentado em voo. "Quando o paciente é acompanhado de perto, conseguimos identificar suas dificuldades específicas, estabelecer metas possíveis, acompanhar a evolução e ajustar a estratégia ao longo do caminho. Não existe uma mudança de estilo de vida igual para todos. O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra", reforça a cardiologista.
E qual o melhor conselho para quem passa por frequência pelos aeroportos? Manutenção de atividade física, cuidado com a hidratação, proteção ao sono sempre que possível, acompanhamento de fatores de risco que cada pessoa tem, e tentar se movimentar para não permanecer na mesma posição por muito tempo. "Cuidar do coração não é apenas prescrever medicamentos ou solicitar exames. É ajudar o paciente a construir uma rotina que proteja sua saúde ao longo dos anos", conclui a profissional.