Virgínia investigada pela Polícia Federal: legalidade das operações financeiras da influenciadora está na mira, expõe revista; entenda!
Publicado em 2 de junho de 2026 às 16:06
Por Pedro Henrique Cabo | Colaborador
Geek fashionista que canta 'Let It Go' no chuveiro, trata 'O Diabo Veste Prada' como religião e escolheu Piplup como seu inicial. Jornalista metido a designer, cinéfilo de Letterboxd e amante das artes.
Virgínia Fonseca voltou a ter o nome associado a uma investigação de grande repercussão nacional após reportagem exclusiva divulgada nesta terça-feira (02)
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A influenciadora digital Virgínia Fonseca voltou ao centro das atenções após a divulgação de uma investigação conduzida pela Polícia Federal envolvendo movimentações financeiras consideradas suspeitas em empresas ligadas ao seu nome. As informações foram reveladas pela revista Piauí e indicam que relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) passaram a ser analisados pelas autoridades.

O caso surge cerca de um ano após a participação de Virgínia na CPI das Bets, comissão que investigou possíveis irregularidades no mercado de apostas on-line. Em junho de 2025, a influenciadora deixou a comissão sem ser indiciada, depois que a maioria dos parlamentares rejeitou o relatório final que sugeria o indiciamento dela e de outras 16 pessoas.

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O que está sendo investigado?

De acordo com informações publicadas pela revista Piauí, a investigação busca esclarecer a legalidade de operações financeiras realizadas por empresas vinculadas à influenciadora, além da origem dos recursos movimentados. As apurações também avaliam a possibilidade de eventuais crimes financeiros, fiscais e de lavagem de dinheiro.

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Os dados analisados tiveram origem em Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos pelo Coaf e anexados aos trabalhos da CPI.

Talismã Digital entrou no radar das autoridades

Uma das empresas mencionadas na investigação é a Talismã Digital, companhia de mídia que era administrada por Virgínia Fonseca e seu então marido, Zé Felipe.

Segundo os documentos citados pela revista, entre março e setembro de 2024 a empresa recebeu R$ 22,4 milhões. Desse valor, R$ 17,7 milhões teriam sido enviados pela empresa AMP Pay Marketing e Negócios em cinco transferências via Pix.

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O alerta foi emitido pelo banco Santander, que apontou que a empresa remetente está enquadrada no regime Simples Nacional, categoria destinada a empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Outro ponto destacado foi o fato de a empresa estar registrada em um box comercial localizado no centro de Itajaí, em Santa Catarina.

Wepink e empresa de suplementos também aparecem nos relatórios

Outra frente da investigação envolve a WPink Suplementos Nutricionais, empresa que, segundo a reportagem, tem como sócios Samara Cahanovich Martins e Thiago Stabile. O Mercado Pago Instituição de Pagamento comunicou ao Coaf, em março de 2025, movimentações financeiras consideradas atípicas. Conforme os registros, entre 2 de janeiro e 13 de março daquele ano, os créditos da conta somaram R$ 43,6 milhões, enquanto os débitos alcançaram R$ 43,5 milhões.

De acordo com a publicação, as operações foram classificadas como atípicas porque os valores movimentados aparentemente não estariam compatíveis com o faturamento mensal documentado pela empresa.

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A investigação também menciona a Savi Cosméticos S.A., responsável pela marca Wepink. O banco Itaú teria informado ao Coaf a existência de movimentações consideradas suspeitas. Entre novembro de 2023 e maio de 2024, foram registradas 190 transações, totalizando R$ 502 mil, realizadas por meio de depósitos em espécie em caixas eletrônicos de diferentes agências bancárias.

Embora o recebimento de dinheiro em espécie seja comum no setor de cosméticos, o sistema financeiro considera a fragmentação dos depósitos um fator que pode demandar análise adicional para verificar a origem dos recursos e a compatibilidade das operações.

O que diz a defesa de Virgínia?

Em declarações à revista Piauí, os advogados Felipe dos Santos de Paula e Dalmo Jacob do Amaral Jr. apresentaram esclarecimentos sobre os apontamentos.

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Sobre os repasses da AMP Pay para a Talismã Digital, Felipe dos Santos de Paula afirmou que os valores correspondem ao pagamento de cachês referentes a "campanhas publicitárias devidamente contratadas". Segundo ele, "todas as operações foram regularmente declaradas perante os órgãos fiscais competentes, com emissão das respectivas notas fiscais".

Já em relação às movimentações da WPink Suplementos Nutricionais, Dalmo Jacob do Amaral Jr. declarou que a empresa utiliza de forma esporádica a antecipação de recebíveis de cartão de crédito, prática que classificou como lícita e comum no mercado.

Sobre os depósitos em espécie apontados pelo Itaú, a defesa argumentou que os valores seriam provenientes das vendas realizadas nos quiosques próprios da empresa. Segundo os advogados, a operação contava com 11 unidades em 2023 e 13 unidades em 2024, o que explicaria o volume de depósitos registrados.

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Investigação não significa condenação

Até o momento, a investigação está em andamento e não há acusação formal nem condenação contra Virgínia Fonseca. O trabalho das autoridades consiste justamente em verificar se as movimentações financeiras identificadas possuem justificativas compatíveis com as atividades das empresas envolvidas.

Enquanto o caso segue sob análise, o nome da influenciadora volta a movimentar as redes sociais e a despertar a curiosidade do público, especialmente por acontecer após sua passagem pela CPI das Bets, um dos assuntos mais comentados do universo dos famosos nos últimos anos.

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