Virgínia Fonseca voltou a estampar os principais perfis de fofoca devido à sua reconciliação com Vini Jr., que teve direito até a beijinhos na praia. Mas, muito além da vida pessoal, a influenciadora também vive um momento de tensão na Justiça com um processo movido pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
Nos últimos meses, a publicidade feita por criadores de conteúdo para plataformas de bets passou a ser alvo de investigações do Ministério Público, que questiona a forma como essas campanhas são apresentadas ao público. Virgínia, inclusive, está sendo investigada em uma ação por sua associação à Blaze.
Agora, de acordo com informações divulgadas pela revista VEJA, a Justiça do Distrito Federal concedeu uma liminar determinando que Virgínia retire, no prazo de 48 horas, publicações de divulgação de apostas esportivas feitas em suas redes sociais.
Pela decisão judicial, qualquer conteúdo relacionado a apostas, incluindo stories, reels, publicações no feed e transmissões ao vivo, deverá ser identificado de forma muito clara como publicidade. A determinação vale inclusive para conteúdos inseridos na rotina da influenciadora, que compartilha seu dia a dia na web.
Também ficam proibidas campanhas que apresentem apostas esportivas como forma de investimento, fonte de renda ou solução para dificuldades financeiras. Outra restrição imposta pela Justiça impede o uso de mensagens que sugiram a garantia de ganhos ou minimizem os riscos envolvidos nas apostas, o que pode influenciar a perdas.
De acordo com a VEJA, o processo teve novos desdobramentos após o MPDFT apresentar documentos, entre eles o contrato firmado entre Virginia Fonseca e a Blaze, para reforçar o pedido de tutela de urgência.
Além disso, o Ministério Público ampliou o valor da indenização solicitada na ação. Inicialmente estimado em R$ 120 milhões, o pedido passou para R$ 380 milhões. Segundo o órgão, o objetivo é que a quantia seja destinada a consumidores que alegam ter sido influenciados por campanhas publicitárias sem identificação adequada.
Até o momento, a defesa de Virginia informou ao veículo apenas que iria analisar a decisão judicial antes de se manifestar. A Blaze ainda não comentou a nova liminar.
A ação civil pública foi proposta pelo MPDFT após uma investigação iniciada com denúncias de consumidores que relataram retenção de valores, bloqueio de contas e dificuldades para realizar saques na plataforma Blaze. Segundo o Ministério Público, também foi analisado um relatório técnico que reúne mais de 42 mil reclamações contra a empresa.
Entre os argumentos apresentados na ação, o Ministério Público afirma que Virgínia realizou divulgações da Blaze durante a Copa do Mundo de 2026 sem destacar com clareza que se tratava de publicidade. Uma das campanhas mencionadas fazia referência à partida entre Argentina e Cabo Verde e, segundo o MP, poderia estimular seguidores a apostar sem saber que se tratava de uma publicidade.