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'Sete Vidas' entra para a lista das melhores novelas. Veja top 30!

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'Sete Vidas' chegou ao fim nesta sexta-feira, 10 de julho de 2015 e é eleita uma das melhores novelas de todos os tempo, na seleção do Purepeople
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'Sete Vidas' chegou ao fim nesta sexta-feira, 10 de julho de 2015 e é eleita uma das melhores novelas de todos os tempo, na seleção do Purepeople

A partir da década de 50, a telenovela entrou na vida dos brasileiros e, de lá para cá, não saiu mais. Além de ser o produto cultural de maior exportação no país, as novelas são uma paixão nacional e tanto comovem o público quanto geram grandes polêmicas e até embates. E se fôssemos escolher as melhores novelas de todos os tempos, como seria? Com o fim de "Sete Vidas", uma trama que conquistou o público e a crítica, o Purepeople abraçou essa missão quase impossível de selecionar melhores tramas. Confira o top 30 na lista abaixo e em nossa galeria.

Escolher as melhores das melhores não foi uma tarefa fácil, principalmente porque as nossas novelas são referência e, exportadas, fazem sucesso no mundo inteiro. Como várias seleções como esta já foram feitas ao longo dos anos, optamos por montar uma lista mais contemporânea, sem excluir as obras clássicas, é claro. Assim como "Sete Vidas", que teve seu último capítulo nesta sexta-feira (10), e fenômenos como "Avenida Brasil" e "Cheias de Charme", por exemplo, outras produções mais recentes também estão marcando gerações e merecem entrar para o hall das memoráveis. E você, qual a sua favorita?

1. Vale Tudo - (16/05/1988 – 06/01/1989)

Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères levam medalha de ouro e o honorável título de melhor novela de todos os tempos. Centrada na corrupção e falta de ética, a trama denunciava a inversão de valores no Brasil do final dos anos 1980. Com personagens lembrados até hoje, como Heleninha Roitman (Renata Sorrah) - que virou meme nas redes sociais -, Odete Roitman (Beatriz Segall) uma vilã pérfida e memorável , e um assassino misterioso que parou o país no último capítulo quando foi revelado, a obra é praticamente uma unanimidade. A não punição dos vilões no final també vale ser lembrada: Maria de Fátima (Gloria Pires) deu um novo golpe do baú com o aval do amante e Marco Aurélio (Reginaldo Faria) fugiu de avião, dando uma banana que se tornou um ícone da teledramaturgia.

2. Roque Santeiro (24/06/1985 – 22/02/1986)

Trinta anos depois da estreia desse sucesso da teledramaturgia, Sinhozinho Malta (Lima Duarte) e Viúva Porcina (Regina Duarte) ainda são lembrados com saudade. E se não fosse pela censura, a trama de Dias Gomes - com coautoria de Aguinaldo Silva - poderia ter sido exibida 10 anos antes, com Betty Faria no papel que acabou sendo de Regina, que então era a namoradinha do Brasil. O triângulo amoroso formado por Roque (José Wilker) e o casal Mata e Porcina dividiu o país. O escolhido da viúva ficou omitido até o último capítulo, que marcou 100 pontos de audiência - foram gravados três finais - e a cena em que Porcina fica com Sinhozinho enquanto o avião de Roque decola, se tornou antológica. Merece a medalha de prata e muitas reverências. "Tô certa, ou tô errada?"

3. Tieta (14/08/1989 – 31/03/1990)

Aguinaldo Silva completa sua presença nas três posições do pódio das melhores novelas com essa livre adaptação de Tieta do Agreste, de Jorge Amado. Com Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares, o autor escreveu essa obra prima da TV brasileira, que marcou época e inclusive merece um remake. A história da "cabritinha" que é escorraçada de casa pelo pai e volta 25 anos depois à cidade natal, rica, sensual e poderosa, também foi um fenômeno da época, em todos os detalhes, desde a abertura até o capítulo final. Claudia Ohana e Betty Faria encarnaram a protagonista na primeira e segunda fase, respectivamente e coube a Joana Fomm dar vida a pudica vilã Perpétua, que guardava um segredo numa caixa e foi "desperucada" pela irmã mais nova, diante de todos na igreja. Além do segredo da vilã, a trama também tinha "a mulher de branco", uma assombração que atormentava os moradores de Santana do Agreste. Um bordão memorável da novela era o de dona Milu (Míriam Pires): "Mistéééééério".

4. Irmãos Coragem - 1ª versão (08/06/1970 - 12/06/1971)

"Novela é coisa para mulher?" Nesse clássico de Janete Clair, três irmãos desafiam a autoridade de um latifundiário em fictícia cidade do interior de Goiás, na divisa com Minas Gerais. A "maga das 20h" criou um inesquecível universo, repleto de ação e essencialmente masculino, quebrando o mito da primazia de temas femininos em novelas. De quebra, ainda brindou os espectadores com um dos casais mais icônicos de nossa TV, formado por João Coragem (Tarcísio Meira) e Lara (Glória Menezes). O final de "Irmãos Coragem" teve uma audiência maior do que a final da Copa do Mundo entre Brasil e Itália, que aconteceu um dia antes. Ambição, luta pela liberdade e outros temas universais chamaram a atenção do público nesta novela, que ganhou remake em 1995.

5. O Bem-Amado (22/01/1973 – 03/10/1973)

Corrupção, falcatruas, políticos querendo se dar bem... novela de 2015? Não! trata-se da primeira telenovela em cores da televisão brasileira e a primeira a ser exportada. Obra que criticava, com humor, o Brasil da ditadura militar, marcou de vez Dias Gomes, como o maior cronista político da nossa teledramaturgia. Zeca Diabo (Lima Duarte), Dirceu Borboleta (Emiliano Queiroz) e o histórico Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo) foram alguns dos tipos criados por Gomes, que saíram da telinha para ganhar o imaginário popular do brasileiro. Obra-resumo de um país de ontem e, infelizmente, de hoje. Por isso, ocupa o quinto lugar de nosso ranking.

6. Rainha da Sucata (02/04/1990 - 27/10/1990)

Há 25 anos a sucateira Maria do Carmo (Regina Duarte) estreava na TV. Escrita por Silvio de Abreu, a trama trazia a oposição entre os novos-ricos e a elite paulista decadente como tema central, a partir da história da protagonista. Mesclando o drama com tons de comédia, esse sucesso do horário nobre contaminou todo o país na febre da lambada - o inesquecível tema de abertura era "Me chama que eu vou", interpretado por Sidney Magal. O bordão de dona Armênia (Aracy Balabanian) "eu quero a prédio na chon" e a cena em que a vilã Laurinha Figueiroa (Glória Menezes) se joga do alto de um prédio na Avenida Paulista entraram para a história da teledramaturgia

7. Dancin' Days (10/07/1978 - 27/01/1979)

"Tradição x modernidade". Dancin' Days foi uma virada de estilo de Gilberto Braga, marcado pela discussão dos valores da classe média e das elites urbanas. A novela se baseava na relação entre duas irmãs, Júlia Matos (Sonia Braga) e Yolanda Pratini (Joana Fomm), que disputavam o amor da pequena Marisa (Gloria Pires). Uma novela marcante, que lançou a moda da disco music na TV, influenciando desde as roupas até a linguagem das pessoas no dia a dia. Obra que pode ser resumida por uma das cenas mais impactantes da história da TV, a briga visceral entre Júlia e Yolanda na pista de dança da boate que dá título à trama. Trata-se de uma emocionante metáfora do enfrentamento entre a tradição (encarnada em Yolanda) e a liberdade (Júlia). Com tanta inovação, não teria como estar fora de nosso ranking, não é mesmo?

8. Avenida Brasil (26/03/2012 – 19/10/2012)

"Até onde pode ir uma vingança?". A trama de João Emanuel Carneiro foi um fenômeno como há anos o Brasil não via. Embalada pelo refrão "oioioi", "Avenida Brasil" virou mania nacional e parou o país em seu último capítulo. A vila de Adriana Esteves, Carminha, foi adorada e ovacionada nas redes sociais, assim como personagens do núcleo do Divino e a protagonista Nina (Débora Falabella). Em sua reta final a trama teve um "quem matou", com o assassinato de Max (Marcello Novaes) e depois de seu fim deixou os "órfãos", que morrem até hoje de saudade da trama.

9. Sete Vidas (09/03/2015 - 10/07/2015)

"Será que a gente pode conversar?". A segunda novela de Lícia Manzo repete o grandioso sucesso de "A Vida da Gente", que nos custou muito deixar de fora desse ranking. Com uma dramaturgia forte, delicada e profunda, a autora faz de suas novelas um espelho para o telespectador, contando histórias que poderiam ser a nossa, a do vizinho, ou de algum parente. "Sete Vidas", é uma novela ousada, que parte da nova configuração da família moderna ao contar a trajetória de um navegador solitário que descobre ter sete filhos (seis biológicos e uma de consideração) gerados através de doações de esperma que fez na juventude. Dois casais protagonistas, seus encontros e desencontros, fazem do folhetim uma obra merecedora de prêmios. Num período em que há uma onda conservadora no país, a trama conseguiu abordar com naturalidade e elegância temas polêmicos como homo e bissexualidade e até o tabu do incesto, dentre outros tantos de igual relevância.

10. Por Amor (13/10/1997 - 22/05/1998)

"O que você seria capaz de fazer por amor?" era a pergunta nas chamadas da trama de Manoel Carlos. A história de Helena (Regina Duarte) e Maria Eduarda (Gabriela Duarte) mostrou que uma mãe é capaz dos atos mais impensados por amor incondicional, como dar seu filho vivo em troca do bebê morto da filha. mais que uma crônica do cotidiano da classe média carioca, "Por Amor" foi uma obra que arrebatou e levantou questionamentos pertinentes. Vale lembrar a vilã de Susana Vieira, Branca Letícia de Barros Mota, e a antológica cena em que a mocinha Maria Eduarda joga a rival Laura (Vivianne Pasmanter) de cadeira de rodas e tudo dentro da piscina.

Abertura da novela 'Por Amor' de Manoel Carlos

11. Lado a Lado (10/09/2012 – 08/03/2013)

"Qual a potência de uma amizade?". Vencedora do EMMY de melhor novela, inspirada trama de Cláudia Lage e João Ximenes Braga narra com diálogos primorosos a saga de Isabel (Camila Pitanga) e Laura (Marjorie Estiano), mulheres de classes sociais distintas cuja amizade além de sobreviver ao tempo à distância, também as transforma e impulsiona. Ambientada no Rio de Janeiro na virada do século XX, o contexto histórico abarcou a revolta da chibata e a formação do morro da Previdência, primeira favela carioca. Através das protagonistas o folhetim levantou alto a bandeira feminista, e a do orgulho negro.

12. Gabriela - 1ª versão (14/04/95 - 24/10/75)

"Casamento entre literatura e TV". Este foi um caso de amor e indecisão. Amor porque tinha de estar presente, pelo valor e peso artísticos da obra, uma generosa homenagem a Jorge Amado, e indecisão, porque há o remake, de Walcyr Carrasco. Decidimos pela versão original, adaptada por Walter George Durst, com direção excepcional de Walter Avancini e Gonzaga Blota, esta é uma obra que se tornou histórica, pela força de seu texto e suas imagens (quem esquece de Gabriela no telhado para pegar a pipa de um menino?), que exalavam baianidade e um saboroso regionalismo brasileiro. Evidente, muito do incrível sucesso da trama se deve a seus protagonistas, Sonia Braga, vivendo a personagem-título, e Armando Bógus, inesquecível como Nacib. Novela que nasce assim, cresceu assim, vai ser sempre assim, presença em nosso ranking!

13. Laços de Família (05/06/2000 - 02 /02/2001)

"Pode o amor curar todos os males?" Numa das tramas mais aclamadas de Manoel Carlos, Helena (Vera Fischer) abdica do namorado, Edu (Reynaldo Gianecchini) quando sua filha, Camila (Carolina Dieckmann) se apaixona por ele. Já casada, a jovem descobre que tem leucemia e protagoniza uma das maiores (senão a maior) campanhas sociais da TV brasileira. A cena em que Camila raspa os cabelos comoveu o pais e entrou pra história das novelas. No fim, a mãe resolve dar um irmão à filha para então salvá-la com um transplante de medula.

14. A Favorita (02/06/2008 – 16/01/2009)

"Sertanejo-Noir". Onde está a verdade? Essa é a síntese de uma novela que nasceu clássica. Criada Por João Emanuel Carneiro, foi capaz de unir o universo sertanejo, ao clima dos suspenses de tradição noir. A trama se debruça sobre a obsessiva relaçaõ entre Donatella (Cláudia Raia) e Flora (Patricia Pillar). No passado unidas em uma dupla sertaneja, Faísca e Espoleta, agora se transformaram em rivais, por conta de um misterioso crime, pelo qual Flora é presa. Assim, cada uma tenta convencer a todos de que a culpa é da outra. O público foi tomado por completo por esse jogo de gato e rato, prestigiando a obra. Quando a verdade é revelada, no capítulo 100, a novela fica ainda mais densa, gerando uma tensão poucas vezes vista em nossa TV. Por essas e outras, a trama deixa seu 'beijinho doce' em nosso ranking!

15. Celebridade (13/10/2003 – 26/06/2004)

"Você quer fama? Seja infame!". Gilberto Braga se revisita, criando uma novela-síntese de sua carreira. Seus temas preferidos: crônicas sobre o Rio de Janeiro, diferenças sociais, mistério e o "quem matou", tudo esteve presente nesta novela, pop até a raiz. Tudo isso para contar a história da famosa Maria Clara Diniz (Malu Mader) e sua grande rival, a amoral Laura Prudente da Costa (Claudia Abreu), capaz de tudo para destruir Diniz e se tornar uma celebridade. A busca pelo sucesso a qualquer preço esteve presente em todos os núcleos da trama, em mais uma empolgante obra de nossa TV.

16. O Clone (01/10/2001 – 15/06/2002)

"Maktub, estava escrito". Amor pela ciência? Brincadeira de Deus? Ou uma realidade inexorável? Perguntas assim estiveram na cabeça de muita gente, ao longo da exibição da trama de Gloria Perez, sucesso mundial da TV. A saga de Jade (Giovanna Antonelli) e Lucas (Murilo Benicio) para viver seu amor, paralela à guerra científica de Albieri (Juca de Oliveira) na tentativa de vencer a morte "não é brinquedo não", como dizia o bordão de Dona Jura (Solange Couto). O encontro das culturas brasileira e marroquina perpassou a grande novidade genética da época: a possibilidade de clonar alguém. O poder (ou impotência) do homem contra o destino e um amor que estava escrito nas 1001 noites fizeram dessa uma novela inesquecível. Se ficasse de fora da lista, poderíamos todos "queimar no mármore do inferno".

17. Mulheres de Areia - 2ª versão (01/02/1993 – 25/09/1993)

"Duas mulheres que são todas". Se o bem e o mal tem o mesmo rosto, quem poderá saber quem é quem? A rivalidade entre as gêmes Ruth e Raquel, ambas interpretadas por Glória Pires, é reescrita nesse remake pela própria Ivani Ribeiro, autora da primeira versão da trama na extinta TV Tupi, em 1973. Ambiciosa, Raquel se faz passar pela irmã para se casar com o ricaço Marcos (Guilherme Fontes), quando descobre que ele está apaixonado por Ruth. Porém, um acidente no mar vitimiza a vilã e a mocinha se vê obrigada a assumir a identidade dela, se passando por Raquel. Muitas surpresas e reviravoltas marcam esse sucesso das seis.

18. O Rebu - 2ª versão (14/07/2014 - 12/09/2014)

"Tempo, tempo, tempo, tempo". Um esclarecimento: talvez o ideal fosse incluir ambas as versões da novela, mas acabamos nos decidindo pelo remake, por ser uma prova indiscutível do talento da dupla George Moura e Sérgio Goldemberg. Afinal, como recriar o universo inacreditável, já apresentado anteriormente por Bráulio Pedroso? O fato é que, em meio a amores, intrigas, política e sexo, o grande personagem dessa trama de suspense, que narra a investigação de assassinato de um dos convidados da festa, é o tempo: a novela se passa em apenas dois dias, e é permeada por flashbacks, ou seja, exige atenção do público e cumplicidade totais (além da direção preciosa de José Luis Villamarim). Com um elenco irretocável, brilharam Patrícia Pillar e sua Angela Mahler e Tony Ramos, com seu Carlos Braga. Com uma fina ironia e comentários agudos sobre a elite brasileira, essa festa é da dramaturgia. Por isso, a novela, que foi exibida na novíssima faixa das 23h, com apenas 36 capítulos, está convidada para nosso ranking. Um brinde!

19. Pecado Capital - 1ª versão (24/11/1975 – 04/06/1976)

"Dinheiro traz felicidade?". O tema de abertura já avisava: "dinheiro na mão é vendaval" e justamente por causa da fortuna "maldita" que encontra em uma mala dentro de seu táxi, Carlão (Francisco Cuoco) acaba perdendo tudo: o amor e a própria vida. Num triângulo amoroso com Lucinha (Betty Faria) e o rico Salviano Lisboa (Lima Duarte), o anti-heroi se afunda cada vez mais em sua ambição, até morrer no capítulo final abraçado à sua mala cheia de dinheiro. Um dos maiores sucessos de Janete Clair, a trama ganhou um remake em 1998 com Eduardo Moscovis e Carolina Ferraz como Carlão e Lucinha. Francisco Cuoco, o protagonista da primeira versão, interpretou Salviano na segunda.

Chamada de 'Sete Vidas': de quantas metades é feita a nova família?

20. Cheias de Charme (16/04/2012– 28/09/2012)

"Classe C Transmidiática". Parece confuso? E é, mas uma confusão divertida e empolgante! A dupla de autores Filipe Miguez e Isabel de Oliveira, em seu primeiro folhetim, trouxeram a marca da inovação. Na trama, um trio de empregadas, Maria do Rosário (Leandra Leal), Maria Aparecida (Isabelle Drummond) e Maria da Penha (Taís Araújo) viram um sucesso, graças a um vídeo que caiu (literalmente) na internet - e os espectadores da novela tiveram de acessar a web para ver em primeira mão! - formando o trio "As Empreguetes". A fama delas desperta a ira de Chayenne (Claudia Abreu), ex-musa do tecnobrega. Crítica social aguda, em um texto envolvente e clima de fábula infantil (e musical!) fizeram dessa trama uma estreia impecável, que mostra que a telenovela ainda viverá (e muito) na era da web!

21. Cordel Encantado (11/04/2011 - 23/09/2011)

"Conto de fadas do cangaço ou Repente de Reis?" a talentosa dupla de autoras Thelma Guedes e Duca Rachid trouxe uma novela para o público sonhar. Com grande criatividade, contou uma história que unia Seráfia, um reino fictício saído dos melhores contos de Andersen, ao mais autêntico Cangaço do Nordeste Brasileiro. Tramoias, intrigas palacianas, o romance de Jesuíno (Cauã Reymond) e Açucena (Bianca Bin) e grandes vilões, Bruno Gagliasso e Debora Bloch), unidos ao brilho da direção de Amora Mautner, fizeram dessa uma autêntica joia rara de nossa TV, para usar um trocadilho irresistível.

22. A Indomada (17/02/1997 - 10/10/1997)

"Do you speak Brazilian English?" Como não lembrar de Greenville? "A pedra mais valiosa da coroa britânica", como diziam muitos de seus inesquecíveis personagens. Com uma trama central voltada para a vingança de Helena (Adriana Esteves) contra a maquiavélica (e histórica) Altiva, cujo sobrenome quilométrico (Maria Altiva Pedreira de Mendonça e Alburqueque) era comparável à dimensão do talento de sua intérprete, Eva Wilma. A novela carregava em si uma crítica muito aguda à chamada "síndrome de vira-lata" do brasileiro, ao expor personagens que se orgulhavam de macaquear costumes da Inglaterra, mesmo sob o calor escaldante de Pernambuco. Essa trama surreal, com efeitos especiais, texto preciso e até vacas voando, não poderia estar de fora de nosso ranking, right? Até porque ela é "um must".

23. Meu Pedacinho de Chão - 2ª versão (07/04/2014 – 01/08/2014)

"E se a vida fosse uma fábula?". A novela de Benedito Ruy Barbosa, exibida em 1971 se transformou num sonho de criança nesse remake dirigido por Luiz Fernando Carvalho. Os figurinos encantados de Thanara Shönardie e a vila mágica criada pelo artista plástico Raimundo Rodriguez levaram o público para um universo onírico. Perpassada pelas quatro estações do ano, a trama, de apenas 100 capítulos, impressionou pela inovação estética e de linguagem. Com um elenco brilhante e direção ousada.

24. Saramandaia - 1ª versão (03/05/1976 – 30/12/1976)

"O que de sobrenatural nós escondemos?". Dias Gomes se aventura no realismo fantástico e escreve uma novela diferente de tudo que havia na teledramaturgia até então. As esquezitices dos habitantes do fictício vilarejo de 'Bole-Bole' marcaram época e viraram histórias contadas de mãe/pai para filho. Desde formigas que saíam pelo nariz, coração que pula pela boca, uma moça que literalmente pega fogo, até lobisomem, homem com asas e a explosão em praça pública de Dona Redonda (Wilza Carla), tudo acontecia por lá. A trilha "Pavão misterioso", ficou eternizada na cena em que Gibão (Juca de Oliveira) levantou vôo diante de toda a cidade, no último capítulo. Em 2013 Ricardo Linhares escreveu um remake da obra, que foi exibido no horário das onze da TV Globo.

25. Xica da Silva (17/09/96 - 11/08/97)

"De escrava a rainha". Esta produção, da extinta TV Manchete, tem sua maior força na personagem-título, vivida pela então estreante Taís Araújo. Escrita por Walcyr Carrasco, sob pseudônimo de Adamo Angel, além da direção sempre consistente de Walter Avancini, a novela recriou o clima do Arraial do Tijuco, hoje Diamantina, em Minas Gerais, no esplendor do século XVIII. Com precisão histórica e sendo a única obra da história da TV protagonizada por personagens reais, além de doses generosas de sensualidade, e interpretações memoráveis, como Drica Moraes vivendo a vilã Violante, essa obra de sucesso se credencia à nossa 25ª posição.

26. Que Rei Sou Eu? (13/02/89 - 15/09/89)

"Avilan é Aqui!" Cassiano Gabus Mendes mostrou todo o seu refinamento, ao criar o mítico Reino de Avilan. Ficção ou Realidade? Parábola, mais do que fiel, de um Brasil real, essa empolgante trama levou à telinha, o melhor da tradição dos romances capa e espada. Com produção esmerada e grandes interpretações, de nomes como Thereza Rachel, Edson Celulari Giulia Gam e o saudoso Antonio Abujamra, essa sátira impecável deu o que falar, levando todos nós a nos perguntar quem eram os reis que nos comandavam. Vem para o ranking, vem!

27. Quatro por Quatro - (24/10/94 - 21/07/95)

"Mulheres contra Homens". Uma história de vingança, às 19h? Sim, essa foi a proposta desse trabalho de Carlos Lombardi, ao dar destaque à quatro mulheres que, em um fatídico encontro em uma cela de prisão, decidem trocar de lugares e cada qual ajudar a outra a se vingar de seu ex-relacionamento. Protagonizada por Leticia Spiller, Elizabeth Savala, Cristiana Oliveira e Betty Lago, essa história, cheia de ação tinha um roteiro ágil e frasismo inspirado. O público torceu e vibrou, e a novela está em nosso ranking!

28. O Cravo e a Rosa (26/06/2000 - 09/03/2001)

"Guerra dos Sexos Shakespeareana". Quem poderia imaginar que a clássica relação entre os personagens Petrucchio e Catarina, criados por Shakespeare, poderia acabar virando uma comédia romântica ambientada no Brasil da década de 1920? Com ousadia e muita criatividade Walcyr Carrasco criou essa pequena obra-prima, marcante de seu estilo nas novelas das 18h. A trama se baseia no eterno conflito entre homens e mulheres, representado pelos desencontros do rude lavrador Petrucchio (Eduardo Moscovis) e a impulsiva, e rica, Catarina (Adriana Esteves). Com elenco inspirado e ótimo texto, o velho bardo ficaria orgulhoso dessa recriação!

29. Beto Rockfeller (04/11/68 - 30/11/69)

"A primeira novela Brasileira". Não, é claro que não foi a primeira, o gênero é anterior. Mas a saga de Beto Rockfeller (Luis Gustavo), mudou para sempre a forma de se fazer teledramaturgia. Se antes, a TV Excelsior se caracterizava por épicos de época, em terras exóticas, a partir de Rockfeller a TV Tupi começa a falar do cotidiano, de e para brasileiros. Sua trama abordava temas como a malandragem, o jeitinho brasileiro do pobretão Rockfeller que, por ser homônimo de um magnata americano, acaba entrando na alta sociedade. Um sucesso arrasador e presença indispensável em nosso ranking.

30. Pantanal (27/03/1990 a 10/12/1990)

"Quem redescobriu o Brasil?". Benedito Ruy Barbosa abalou as estruturas da TV, com essa obra. E o público aceitou visitar uma região do país, até então desconhecida pelo "Sul-Maravilha". Natureza, sensualidade, disputas e imagens até hoje estonteantes, fizeram deste, um grande sucesso da extinta TV Manchete, chegando a dar à novela status de hit. Prova disso? Quem não conhece a exótica Juma Marruá (Christiana Oliveira), a mulher-onça?

(Por Samyta Nunes)

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