A nova adaptação de "Frankenstein", dirigida por Guillermo Del Toro, mal chegou à Netflix e já virou um verdadeiro acontecimento mundial. Segundo dados divulgados pela própria plataforma, o longa ocupa o 1º lugar entre os mais assistidos em 81 países e segue firme no Top 3 do Brasil.
Lançado em 7 de novembro, o título ultrapassou 73 milhões de horas vistas logo na primeira semana, superando concorrentes de peso como "Guerreiras do K-pop", de acordo com informações da Netflix. Com um elenco poderoso, a nova versão do clássico de Mary Shelley reúne nomes como Oscar Isaac no papel do doutor Victor Frankenstein, Jacob Elordi como a criatura e Mia Goth, neta da atriz brasileira Maria Gladys, que interpreta Elizabeth.
Um detalhe nos bastidores, revelado pelo próprio Guillermo Del Toro ao programa Sunday Morning, da CBS, chamou a atenção do público. O diretor confirmou que o papel da criatura de Frankenstein seria originalmente interpretado por Andrew Garfield, conhecido mundialmente por viver o Homem-Aranha nos cinemas.
No entanto, por conflitos de agenda, o ator acabou deixando o projeto, e o papel foi assumido por Jacob Elordi, estrela em ascensão e um dos nomes mais comentados da nova geração de Hollywood pelos seus papéis em "Euphoria" e "Saltburn".
Para muitos espectadores, assistir Elordi como o monstro criado por Victor Frankenstein pode ter parecido inesperado, mas as primeiras impressões foram extremamente positivas. O ator, vem sendo elogiado pela imprensa internacional pela intensidade e profundidade de sua interpretação.
Apesar da mudança inesperada, Del Toro afirmou que a substituição acabou sendo uma espécie de presente. O diretor explicou: "Neste ponto da minha vida, carreira e ofício, eu sei que quando algo dá errado, na verdade está dando certo. Eu nunca duvido do acidente", disse ele, evitando polemizar sobre a saída do ex-Homem-Aranha e optando por exaltar a entrega de Elordi ao personagem.
De acordo com o diretor, Jacob Elordi trouxe uma carga emocional que se alinhou perfeitamente à visão do longa. "Jacob estava completamente aberto. Ele tinha uma inocência, uma abertura e uma pureza nos olhos que eram completamente desarmantes", destacou Del Toro, em declaração divulgada pela CBS.
Durante a entrevista, Del Toro também falou sobre a dedicação exigida durante as filmagens. Segundo ele, "chega um ponto em que você precisa deixar o mundo para trás", indicando que mergulhar nesse universo exigiu uma entrega emocional profunda, capaz de transformar até mesmo ações cotidianas, como comer e tomar banho, em parte do processo de criação.
Vale lembrar que Guillermo Del Toro acumula três estatuetas do Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor por "A Forma da Água" e Melhor Animação por "Pinóquio". Ou seja, quando ele diz que um “acidente” pode ser uma bênção, o público tende a acreditar.
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