Uma das preocupações que surgem com o passar dos anos é o cabelo, não apenas por causa dos fios brancos — que ficam mais duros e secos —, mas também porque quem tem cabelo fino percebe que ele fica mais ralo e sem vigor.
Uma das dicas mais comuns dos especialistas é apostar em um bom corte de cabelo, já que, segundo o cabeleireiro Moncho Moreno: “O erro mais comum é manter o cabelo muito comprido e sem estrutura”, explica ele à revista Telva.
Quando o cabelo é muito fino e sem vida, o que mais se busca é conseguir volume e um efeito de densidade. “A partir dos 50 anos, o cabelo fino costuma perder densidade e força, e os cabelos longos e lisos acentuam essa falta de corpo. O resultado é um cabelo sem vida, sem volume e com pontas danificadas, que envelhece visualmente”, acrescenta o especialista.
O passar do tempo se nota mais em alguns tipos de cabelo do que em outros. Por exemplo, o cabelo fino, seco e com tendência ao frizz é provavelmente o que envelhece pior, pois, por natureza, “tem menos massa e menos capacidade de manter o volume”, diz Moncho.
A melhor estratégia é optar por um corte de cabelo estratégico e, é claro, por uma rotina adequada que forneça o que o cabelo fino e sem volume precisa. É preciso tentar melhorar a qualidade do cabelo com um tratamento adequado e, com o corte, conseguir mais movimento e volume.
Embora possamos acreditar que a aparência do cabelo só faz diferença no comprimento, na verdade não é assim. O rosto também fica diferente dependendo de como usamos o cabelo; por isso, existem penteados e cortes que têm até mesmo efeito antienvelhecimento. “Um cabelo fino, longo e sem volume achata o rosto”, explica Moreno.
O pior é que o cabelo fino ou sem volume “passa uma sensação de cansaço, acentua as feições caídas e tira o brilho”, destaca o especialista.
Por outro lado, quando o cabelo tem corpo e movimento, ocorre exatamente o contrário: há um claro efeito rejuvenescedor, que eleva as feições e traz frescor.
Justamente por isso, é preciso buscar cortes de cabelo que brinquem com o volume, que sejam capazes de trabalhar com as formas e de repor a textura nas partes onde o cabelo parece mais ralo. Um volume bem executado faz toda a diferença.
Muitas vezes, o problema é continuar fazendo as mesmas coisas de antes; talvez antes funcionassem, mas se agora as necessidades são outras, é preciso mudar de estratégia.
“Secar sempre o cabelo para baixo, fazer a risca no mesmo lugar ou aplicar produtos pesados na raiz são detalhes que tiram volume”, diz Moncho.
Também é preciso evitar penteados muito lisos ou sem camadas, pois esses tipos de penteados “destacam a falta de densidade e fazem com que o cabelo pareça mais ralo”, explica ele.
Por isso, é melhor optar por cortes com estrutura, para que o cabelo ganhe volume e, ao pentear, não fique achatado.
A solução é ajustar o comprimento e o formato. “Uma mudança para um corte na altura dos ombros ou um corte mais estruturado, combinado com uma rotina que estimule e fortaleça o cabelo desde a raiz”, é o que recomenda o cabeleireiro.
Quando se melhora a qualidade do cabelo e se adapta o corte, “a mudança no rosto é imediata e muito rejuvenescedora”.