Os mexicanos acompanharam ao vivo uma situação um tanto quanto incomum nesta segunda-feira (10): a modelo venezuelana Aleska Génesis foi eliminada do reality show “La casa de los famosos: All stars”, versão internacional do “Big Brother”, e saiu do confinamento direto para a cadeia.
Assim que deixou os estúdios da emissora Telemundo, Aleska foi abordada por policiais e teve a prisão preventiva decretada. A modelo é acusada de roubar relógios de luxo do ex-cunhado, o empresário do ramo de cassinos Francisco Javier Rodríguez Borgi, e revendê-los em Miami, nos Estados Unidos. Ele ainda alega que a venezuelana cometeu atos de vandalismo.
Toda a movimentação foi transmitida ao vivo pela TV, do momento em que Aleska entra na viatura e cai no choro, até a chegada dela à cadeia. Aleska foi liberada na madrugada desta terça-feira (11), porque a Justiça entendeu que o procedimento foi ilegal.
A modelo poderá responder ao processo em liberdade, mas terá que cumprir uma série de requisitos, como entregar o passaporte - para que ela não saia do México até o fim da investigação, e comparecer ao tribunal a cada 15 dias para contribuir para a coleta de provas.
Em um comunicado publicado nas redes sociais, Aleska agradeceu o carinho do público e aponta uma violação de seus direitos.
“Como muitos sabem, vivi uma situação irregular em que meus direitos foram violados da forma mais injusta. Apesar de tudo, hoje estou livre, mas o processo deixou marcas profundas em mim. Neste momento não estou em condições físicas ou emocionais para prestar declarações. Preciso de um tempo para me curar, me redescobrir e processar tudo o que aconteceu”, escreveu.
A equipe de Aleska afirma que a modelo foi levada à cadeia sem uma ordem de prisão. Eles ainda apontam que toda a ação foi orquestrada pelo ex-cunhado. Já os familiares acusam a emissora de se aproveitar do escândalo para gerar audiência e alegam que eles já sabiam previamente da detenção.
Aleska já havia sido presa no ano passado pelo mesmo motivo. Ela foi detida enquanto passava por um aeroporto, mas foi liberada por falta de provas.