Só se fala em uma série da Netflix desde o dia 19 de setembro de 2025, a exata data em que foi lançada: 'O Refúgio Atômico'. Essa produção espanhola de apenas 8 episódios já estreou detonando nos rankings no Brasil e superando títulos populares como 'Bon Appétit, Vossa Majestade' e 'Casamento às Cegas 50+'. Inclusive, ela está sendo chamada por muitos como a "nova La Casa de Papel".
A referência a uma das séries mais populares da história vem do fato da produção ser assinada por Álex Pina e Esther Martínez Lobato, dupla afiadíssima de sucessos como 'La Casa de Papel', 'Rojo' e 'Vis a Vis', ambos populares na Netflix. Desta vez, a história tem um quê de ficção científica misturada com crítica social e drama psicológico intenso.
A trama é ambientada no Parque Subterrâneo Kimera, um bunker de luxo subterrâneo idealizado para abrigar milionários diante da ameaça de um conflito global, com uma possível guerra nuclear e catástrofe ambiental. Este esconderijo é equipado com todas as mordomias possíveis: spa, restaurante sofisticado, ginásio, jardim zen, clínica, quadra de basquete, e até luxos estéticos aliados a tecnologia de ponta.
No entanto, conforme o sofrimento do mundo exterior aumenta, o ambiente opressivo do refúgio revela que, por mais que o espaço físico ofereça conforto, ele está longe de proteger seus moradores de tensões, segredos obscuros e falhas humanas - especialmente quando se diz respeitos aos interesses dos mais ricos.
Entre os protagonistas de 'O Refúgio Atômico', temos Max (Pau Simón), cuja vida muda quando ele, recém-saído da prisão, é levado pelo pai para dentro do bunker junto com sua família, Minerva (Miren Ibarguren), personagem que exerce uma autoridade sobre os moradores do refúgio, Asia (Alícia Falcó) e Frida (Natalia Verbeke), entre outros nomes de peso como Carlos Santos, Joaquín Furriel, Montse Guallar e Agustina Bisio.
Visualmente, 'O Refúgio Atômico' não economiza: para a série, foram construídos estúdios de produção gigantescos, com mais de 8.000 metros quadrados, e tem um plot twist de cair o queixo no final de tudo. Traições, uso de medos e exploração da desigualdade social são elementos centrais nesta série que tem conquistado o Brasil e o mundo.
Quanto ao futuro, os criadores deixaram portas escancaradas para uma segunda temporada. Embora o arco principal da primeira temporada tenha um desfecho redondo, há várias pontas soltas que dão a possibilidade de uma continuação. A renovação dependerá do retorno do público, audiência, repercussão e engajamento nas redes sociais. Até o momento, está tendo tudo isso e mais um pouco.