A partir dos 40 anos, especialmente durante a perimenopausa e a menopausa, o corpo passa por uma série de mudanças que também impactam os treinos. As alterações hormonais podem influenciar os níveis de energia, a qualidade do sono, a recuperação muscular e a perda gradual de massa magra, causada pela sarcopenia.
Por isso, combinar exercícios de força com movimentos funcionais é uma das melhores estratégias para manter o corpo forte, ágil e preparado para as atividades do dia a dia.
Irene Quiles, especialista em treinamento para mulheres nessa fase da vida, propõe uma combinação de exercícios que pode ser adaptada a diferentes rotinas e níveis de condicionamento. Como explica em uma publicação nas redes sociasi, o grande diferencial é justamente a flexibilidade da proposta.
"Com esses cinco exercícios, você pode criar vários treinos completos, eficazes e adaptáveis", afirma a especialista.
Segundo Irene, é possível variar o estímulo, a intensidade e a estrutura do treino de acordo com o tempo disponível e com a disposição de cada dia. Se estiver com pouco tempo, por exemplo, você pode fazer um AMRAP (o maior número possível de repetições). Se não dormiu bem, basta diminuir o ritmo.
Já nos dias em que estiver com mais energia, é possível aumentar a carga. Afinal, durante a menopausa, ouvir o corpo não significa treinar menos, mas sim treinar de forma mais inteligente.
Ela apresenta "quatro maneiras diferentes de treiná-las, dependendo do seu nível, da sua energia e do seu objetivo". E completa: "Os exercícios são os mesmos. O que muda é o estímulo, a intenção e a estrutura. E isso, especialmente durante a perimenopausa e a menopausa, faz toda a diferença".
O agachamento é um exercício essencial para fortalecer pernas e glúteos, dois dos maiores grupos musculares do corpo e que merecem atenção especial durante a menopausa. Além de preservar a massa muscular, ele ajuda a manter a força necessária para os movimentos do dia a dia.
© Reprodução/Instagram, @irenequilesfitness
Esse exercício fortalece glúteos, posteriores da coxa e core, além de desafiar o equilíbrio. É uma excelente opção para trabalhar força, estabilidade e coordenação durante a menopausa.
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Muito além de um exercício para os braços, as flexões ativam peito, ombros, tríceps e abdômen ao mesmo tempo. É um movimento completo para fortalecer a parte superior do corpo e preservar a massa muscular nessa fase da vida.
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A remada fortalece costas, ombros e braços, além de contribuir para uma postura mais firme. Durante a menopausa, ela ajuda a compensar a perda gradual de massa muscular e fortalece toda a parte superior do corpo.
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Essa combinação eleva a frequência cardíaca e trabalha praticamente o corpo inteiro. Ao unir exercícios de força e cardiovasculares, ela favorece a saúde metabólica, algo especialmente importante durante a menopausa.
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Opção 1: treino de força (corpo inteiro)
- 3 séries de 8 a 12 repetições de cada exercício.
- 1 minuto de descanso entre as séries.
- 2 minutos de descanso entre os exercícios.
Segundo Irene, essa opção é "ideal para ganhar força, aprender técnica, criar uma base sólida e trabalhar o corpo todo (pernas, empurrar, puxar e abdômen)".
Opção 2: circuito
- 12 repetições de cada exercício.
- Descanse de 1 a 2 minutos ao terminar cada rodada.
- Repita de 3 a 4 rodadas.
De acordo com a especialista, esta é "uma opção mais dinâmica e metabólica, que ainda trabalha a força".
Opção 3: por tempo
- Faça cada exercício por um tempo determinado, como 40 segundos de trabalho e 20 segundos de descanso.
- Complete os cinco exercícios e descanse ao final da rodada.
Ela recomenda esse formato por ser "perfeito para dias com menos tempo ou menos energia".
Opção 4: AMRAP
Nesta versão, o foco é fazer o maior número possível de repetições no tempo estabelecido.
"Em 10 minutos de exercício, faça o máximo de repetições que conseguir, no seu próprio ritmo", orienta.
Por fim, Irene recomenda seguir a mesma rotina por pelo menos três ou quatro semanas, registrando as repetições, adaptações e como você se sente durante os treinos. Assim, fica mais fácil acompanhar a evolução de forma consistente.