Neymar está fora dos dois jogos que o Brasil fará antes da estreia na Copa do Mundo 2026 por conta de uma lesão grau 2 na panturrilha. O problema foi detectado após exame realizado em clínica de Teresópolis (RJ) e cercado de sigilo, nesta quarta-feira (27).
"Não apenas um edema. A expectativa é que de duas a três semanas ele estará liberado", afirmou o médico da CBF, Rodrigo Lasmar, nesta manhã de quinta-feira na Granja Comary, localizada naquela cidade da região serrana. Neymar se machucou no dia 17, véspera da convocação, na partida Santos x Coritiba pelo Campeonato Brasileiro - por ora, Neymar não será cortado, decretou a CBF.
Um exame foi realizado e ajudou a CBF a bater o martelo sobre a convocação que agora se transformou em polêmica. Isso porque o Santos já teria noção que o problema de Neymar erra mais grave do que o anunciado. Na segunda-feira (1º), a entidade é obrigada a fornecer a lista dos 26 jogadores que estarão na Copa do Mundo 2026 - depois, o corte só é permitido em caso de doença grave ou lesão.
Dessa maneira, Neymar, que faturou milhões com "publis" pela convocação, não enfrenta nem o Panamá, domingo (31) no Maracanã e nem o Egito, dia 6, já nos EUA. A presença do atacante de 34 anos no jogo contra o Marrocos, na estreia do Brasil na Copa 2026, sete dias depois já se tornou dúvida diante da lesão e das três semanas de recuperação.
Esta é a quarta vez seguida que o camisa 10 foi convocado para uma Copa e possivelmente é a sua última chance de ser campeão, o que não vai acontecer segundo o tarot. Entenda abaixo o que é o diagnóstico que pode levar Neymar a ser cortado.
Segundo o médico especialista Adriano Leonardi, essa lesão de Neymar é uma das mais comuns entre atletas e envolvem os dois grandes músculos na parte traseira da perna, o sóleo e o gastrocnêmio. Quando estes ficam esticados além do normal, as fibras do músculo se rompem entre o próprio músculo e o tendão.
No caso da lesão de grau 2, pode-se chegar ao nível 3, a recuperação é mais lenta. Entre 5% e 50% do músculo é afetado e a intensidade é maior na comparação com a lesão de grau 1. São observados desde dor à moderada hemorragia. Além disso, o processo inflamatório no local é mais exuberante e a função fica mais comprometida.
© Getty Images
Médico do esporte Sebastião Julio Rodrigues Junior lista o que pode levar atletas a apresentarem esse tipo de lesão. "Excesso de carga física, sequência intensa de jogos e treinos, fadiga muscular e movimentos explosivos, como arrancadas e mudanças rápidas de direção", aponta.
"O desgaste acumulado acaba aumentando bastante o risco", completa o profissional. Segundo ele, o histórico físico e o cuidado na fase de recuperação, além da resposta do organismo em relação ao tratamento também determinam a gravidade do quadro.
E esse tratamento inclui repouso, acompanhamento médico todos os dias, controle de carga e fisioterapia. Em alguns casos, gelo e recuperação muscular fazem parte da rotina.
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