Um dos grandes nomes do jornalismo social, Amaury Jr. completa 75 anos neste domingo (28), sendo 43 anos na frente das câmeras. Envolvido em rumor de affair com Ana Maria Braga no passado, o jornalista chegou à TV pela Gazeta em 1982 com seu "Flash" e em poucos meses já havia trocado a emissora pela Record.
Depois, foi para a Band, onde ganhou maior projeção com sua atração que visitava festas e eventos sociais com exibição na madrugada. No começo dos anos 2000, fez o caminho inverso, mas a nova troca não foi nada saudável e muito longe de ser bem sucedida.
E é essa "treta" que o Purepeople resgata no dia do aniversário de Amaury de Assis Ferreira Júnior, natural de Catanduva, interior de São Paulo.
A saída de Amaury da Band ocorreu no final de setembro de 2001 após 16 anos de parceria e onde iria estrear dali a uns dias um novo programa, "Pizza Clube", que seria exibido nos domingos. Rumores apontaram que a contratação de Otávio Mesquita não foi bem digerida pelo apresentador.
No dia 15 de outubro, Amaury assinava contrato com a Record com a promessa de dois programas: um diário e outro no domingo. "Conversei com a (Adriane) Galisteu, o Boris Casoy e o Leão (Gilberto Barros) e eles me disseram que a Record dá total independência para os apresentadores", afirmou à "Istoé Gente" explicando a decisão de sair da antiga emissora.
"Há 10 anos luto para entrar à meia-noite na Band e é sempre difícil. Lá, o horário estava comprometendo o faturamento. O foco da direção da Band está indo para o popularesco. Meu programa é popular e não popularesco, de mau gosto", relatou o então colega de emissora de Galisteu.
Mas quase um ano depois, a lua de mel tinha ido para o espaço e Amaury deixou a Record. "O objetivo da Record agora, com essa nova direção, é a evangelização", disparou à "Folha de S.Paulo" em 29 de setembro de 2002, época em que a emissora estava sem produzir dramaturgia bíblica.
"Deveriam assumir a evangelização. Eles tentam impor suas convicções à programação", alfinetou. Segundo a publicação, Amaury teria sido proibido de exibir medalhas ou imagens de santos no programa e levar ao ar uma entrevista com Ivete Sangalo, pois música dela fazia referência ao candomblé, religião seguida por famosos como Anitta.
"Não podemos aceitar qualquer iniciativa que lembre censura", prosseguiu o ex-contratado da Record, que reagiu. "Ele confunde qualidade de programação e imposição dos preceitos da igreja Universal. Não existe aprovação de pré-pauta pela direção da emissora", disse Roque Freitas, gerente de comunicação do canal.
Ainda em troca de farpas, Amaury Jr. negou que uma baixa audiência teria sido o motivo para o programa ser cancelado, argumento usado pela Record. "Sofri um processo de fritura e fiquei tonto com a atitude deles. Não sei o que aconteceu", disse à revista. Curiosamente, no lugar do programa de Amaury, o canal colocou no ar o "Fala Que Eu Te Escuto".
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