O Brasil sofreu, precisou buscar a virada nos minutos finais e garantiu a classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A equipe comandada por Carlo Ancelotti venceu o Japão por 2 a 1, nesta segunda-feira (29), em Houston, mantendo vivo o sonho do hexacampeonato mundial.
O primeiro gol brasileiro foi marcado por Casemiro, enquanto a classificação só foi confirmada aos 50 minutos do segundo tempo, quando Martinelli balançou as redes já nos acréscimos. Agora, a seleção brasileira aguarda o vencedor do confronto entre Costa do Marfim e Noruega, que acontece nesta terça-feira (30), para conhecer o adversário das oitavas de final. O duelo está marcado para o próximo domingo (5), às 17h, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
Apesar da eliminação japonesa, um jogador deixou excelente impressão durante a campanha da equipe asiática. Trata-se de Zion Suzuki, goleiro de apenas 23 anos, considerado uma das maiores promessas do futebol japonês e apontado como o futuro da posição na seleção.
Segundo informações divulgadas pela FIFA, o arqueiro reúne uma história bastante diferente da maioria dos atletas da competição. Zion nasceu em Newark, no estado de Nova Jersey, em 21 de agosto de 2002. Filho de pai ganês americano e mãe japonesa, mudou ainda criança para o Japão, onde cresceu na cidade de Urawa, na província de Saitama.
Foi justamente no tradicional Urawa Red Diamonds que iniciou sua trajetória no futebol. O talento apareceu cedo. Aos 16 anos, tornou-se o jogador mais jovem da história do clube a assinar um contrato profissional. Sua estreia na J1 League aconteceu em maio de 2021, diante do Vegalta Sendai.
Depois de conquistar espaço no futebol japonês e levantar títulos como a Copa do Imperador de 2021 e a Liga dos Campeões da AFC de 2022, Zion Suzuki recebeu a oportunidade de atuar na Europa.
Primeiro defendeu o Sint Truiden, da Bélgica, antes de entrar definitivamente para a história ao ser contratado pelo Parma, em julho de 2024. A transferência fez dele o primeiro goleiro japonês a disputar a Série A da Itália. Em entrevista à FIFA, o jogador explicou que a experiência no futebol italiano transformou sua maneira de atuar.
"Pude aprimorar bastante a minha tomada de decisão", afirmou.
Nem tudo, porém, foi simples na carreira do jovem goleiro. Em novembro de 2025, durante uma partida contra o Milan, Suzuki sofreu uma fratura na mão esquerda, lesão que colocou em dúvida sua presença na Copa do Mundo.
O processo de recuperação foi longo e exigiu paciência.
"Quando voltei a jogar, tive muitas dificuldades. Até tudo voltar ao normal, levou um certo tempo", revelou à FIFA.
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Zion Suzuki passou por todas as categorias de base da seleção japonesa antes de estrear no time principal em 2022. Durante esse período, também precisou lidar com críticas relacionadas às saídas pelo alto e ao jogo com os pés.
"No início, cometi muitas falhas. Ainda precisava amadurecer como goleiro da seleção", reconheceu.
Com o passar do tempo, o arqueiro transformou os erros em aprendizado e acredita que hoje sua principal função vai além das defesas.
"Atualmente, não apenas defendo o gol, acredito que me tornei capaz de passar tranquilidade para a minha equipe", destacou.
Essa evolução ficou evidente, segundo a FIFA, nos amistosos disputados contra Inglaterra e Escócia, em março deste ano. O Japão venceu ambos os confrontos sem sofrer gols, com participação decisiva do goleiro.
"Foi muito significativo jogar contra fortes seleções da Europa e vencê las fora de casa. Além disso, não sofremos gols, o que nos deu confiança", afirmou.
Agora, mesmo com a eliminação diante do Brasil, Zion Suzuki deixa a Copa do Mundo de 2026 valorizado e consolidado como um dos principais nomes da nova geração do futebol asiático.
"Defender as cores do Japão é a maior motivação que existe para mim. Estou ansioso para buscar os nossos objetivos em um torneio com tanta pressão", concluiu o goleiro em entrevista à FIFA.