Faltam menos de 10 dias para o início da Copa do Mundo 2026, e o mundo inteiro se prepara para prestigiar o encontro das maiores seleções do planeta em campo, incluindo a brasileira, que conta com a tão comentada presença de Neymar. E, quando se fala na competição, é impossível não citar o sonho de levar a tão icônica Taça da Copa para casa.
Erguido apenas por campeões mundiais, o troféu atual é entregue desde 1974 e se tornou uma das peças mais icônicas do futebol mundial. Feito em ouro maciço, ele substituiu a antiga Taça Jules Rimet e tem diversos detalhes que o fazem ser considerado uma verdadeira relíquia pela FIFA.
E muita gente não sabe, mas a Taça da Copa do Mundo que conhecemos hoje tem segredos e curiosidades que são surpreendentes até mesmo para os fãs mais fieis do esporte. O Purepeople reuniu 7 deles nesta matéria - e que prometem te deixar de queixo caído.
O modelo de Taça da Copa do Mundo usado atualmente foi criado após uma mudança histórica envolvendo o Brasil. Depois de conquistar o tricampeonato mundial em 1970, a Seleção Brasileira ficou definitivamente com a Taça Jules Rimet, conforme previa o regulamento da época.
Na época, a FIFA determinava que a seleção que vencesse a Copa três vezes ficaria com o troféu permanentemente, e foi justamente o que aconteceu com o Brasil. Então, a organização precisou escolher um novo troféu para representar o maior torneio de seleções do planeta.
A taça atual foi criada pelo escultor italiano Silvio Gazzaniga, nascido em Milão. Em 1971, ele venceu um concurso promovido pela FIFA para definir o novo troféu da Copa do Mundo. A disputa teve 53 projetos inscritos e, entre todas as propostas apresentadas, o desenho de Gazzaniga foi o escolhido para substituir a Taça Jules Rimet.
O artista morreu em 2016, aos 95 anos, mas, desde sua vitória, a obra se tornou um dos símbolos mais importantes do futebol mundial. A primeira seleção a receber o novo troféu foi a Alemanha, campeã da Copa do Mundo de 1974.
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A Taça da Copa do Mundo é feita de ouro 18 quilates maciço. O troféu pesa 6,175 kg, mede 36,8 cm de altura e tem 13 cm de diâmetro na base. Em sua parte inferior, na base do objeto, constam duas faixas verdes feitas de malaquita, uma pedra ornamental de coloração intensa.
Pelo material, pelo peso e pelo valor altíssimo, a taça é mantida sob um esquema forte de segurança para a FIFA. O que poucos sabem é que ela não é entregue definitivamente ao país campeão, como aconteceu com a antiga Jules Rimet.
O desenho da Taça da Copa do Mundo foi pensado para simbolizar a alegria da vitória. Na estrutura do troféu, duas figuras humanas aparecem sustentando o planeta Terra, colocado na parte mais alta da peça.
Para Silvio Gazzaniga, o formato do globo também tinha relação com o futebol: "O mundo é uma esfera, então mostra ser muito similar a uma bola de futebol", contou o escultor, que tinha como ideia unir a imagem do planeta com a bola, o principal objeto do esporte.
Uma curiosidade sobre o troféu envolve os nomes gravados em sua base. A cada edição, o campeão da Copa do Mundo passa a integrar a lista registrada na parte inferior da taça. No entanto, como o modelo atual começou a ser usado em 1974, a Alemanha é o país que mais aparece no troféu, com três conquistas desde então: 1974, 1990 e 2014.
O Brasil, apesar de ser o maior campeão da história das Copas, aparece duas vezes na taça atual, pelas conquistas de 1994 e 2002. Os outros três títulos brasileiros, de 1958, 1962 e 1970, pertencem ao período da Taça Jules Rimet.
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A taça original não pode ser tocada por qualquer pessoa. A FIFA restringe o contato direto com o troféu a um grupo seleto, formado principalmente por campeões mundiais de futebol e chefes de Estado. A regra ajuda a preservar o valor simbólico e a segurança da peça.
Por isso, mesmo jogadores, celebridades e convidados de eventos oficiais costumam posar ao lado do troféu sem tocá-lo. Em 2014, a cantora Rihanna chegou a causar polêmica na web ao aparecer segurando a Taça da Copa do Mundo com os jogadores da Alemanha, o que levou a FIFA a se pronunciar dizendo que se tratava apenas da réplica entregue ao país.
Durante muitos anos, a seleção campeã da Copa do Mundo permanecia com o troféu original até a edição seguinte do torneio. Esse protocolo, no entanto, foi encerrado a partir de 2006. Desde então, o país campeão levanta a taça original durante a cerimônia de premiação, mas não fica com ela de forma permanente.
Após a celebração, a seleção vencedora recebe uma réplica oficial do troféu. A medida foi adotada para reforçar a proteção da peça original, que segue sob guarda da FIFA e continua sendo usada nas cerimônias oficiais da Copa do Mundo.