Zé Felipe virou alvo de denúncias ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania após a publicação de um vídeo com o filho caçula, de quase 2 anos, que gerou grande repercussão nas redes sociais. O registro, no qual o cantor de 28 anos aparece incentivando a criança a repetir uma fala de cunho sexual, motivou queixas encaminhadas ao Conselho Tutelar de Goiânia (GO) e a uma delegacia regional.
Segundo informações divulgadas pela Quem, o órgão recebeu três denúncias por meio do Disque 100. A partir dos relatos, os responsáveis pelos serviços de proteção deverão avaliar se será necessário abrir uma investigação sobre o caso.
A situação aconteceu na segunda-feira (27), durante a comemoração dos 63 anos do cantor Leonardo, avô do menino. No vídeo que circulou pela internet, Zé Felipe aparece com o filho no colo e pergunta o que a criança "daria às meninas". O pequeno responde "pau" e faz um gesto apontando para a região íntima.
A gravação viralizou rapidamente e provocou uma onda de críticas de internautas, que questionaram a exposição da criança e o conteúdo da "brincadeira" compartilhada publicamente pelo artista. O menino envolvido no vídeo é José Leonardo, que tem 1 ano e 10 meses, fruto do antigo casamento de Zé com a influenciadora Virgínia. O término da união foi anunciado em maio de 2025, e os dois continuam dividindo a guarda da criança.
Além do caçula, o ex-casal também é pai de duas meninas, Maria Alice e Maria Flor, de 5 e 3 anos, respectivamente. Até o momento, Virgínia Fonseca não se manifestou publicamente sobre a denúncia. A equipe do sertanejo foi procurada pela Quem para comentar as denúncias e informou que aguarda um posicionamento.
Entre as pessoas que se manifestaram sobre o caso está a escritora e ativista Jarid Arraes, que possui mais de 60 mil seguidores no Instagram. Ela explicou aos seguidores os motivos que a levaram a acionar as autoridades após o vídeo envolvendo o filho do cantor.
"O vídeo do menininho, filho de Zé Felipe, já roda toda a internet. É impossível apagá-lo. Já é tarde demais. Nenhum adulto, independentemente do grau de parentesco, tem direito de ensinar falas e ações como aquelas, nem de gravar e publicar um vídeo como aquele. O pai (e os adultos do ambiente) devem prestar esclarecimentos e ser investigados pelas autoridades", declarou.
A ativista também destacou que a questão, para ela, vai além das discussões sobre comportamento ou educação.
"O problema do acontecimento não reside somente no que muitas pessoas argumentaram ser 'masculinidade tóxica' ou 'cultura do estupro'. O menino é a vítima. Não se trata de uma preocupação com quem ele será apenas quando crescer. Uma exposição de proporções públicas imensuráveis ocorreu, e o menino é a parte vulnerável. Meninos também precisam de proteção", afirmou.
Após a repercussão negativa, Zé Felipe falou sobre o assunto nos stories do Instagram. Inicialmente, o cantor afirmou que a situação fazia parte da forma como foi criado e disse que isso nunca teria impedido sua relação de respeito com as mulheres. Depois, o artista afirmou que refletiu sobre as críticas recebidas e reconheceu que poderia aprender com outros pontos de vista.
"Recebi muitos comentários de gente falando um ponto de vista com o qual concordei. Não sabia. A gente não sabe de tudo e está aqui para aprender e melhorar. Houve outros pontos de vista com os quais não concordei e achei um ‘mimimi’ do c***lho. Mas quando a gente é pessoa pública, deve satisfação, sim, para as pessoas", disse.
Em seguida, o cantor pediu desculpas a quem se sentiu incomodado com a publicação.
"Para quem se sentiu incomodado, quem não foi criado do jeito que fui, quero pedir desculpas. De verdade. A intenção era só mostrar o dia a dia, não foi para gerar constrangimento ou passar nada ruim para ninguém. Para os que eu não concordo, também me desculpem", declarou.
O Disque 100, serviço público e gratuito do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, recebe denúncias relacionadas a violações de direitos de grupos vulneráveis. O canal funciona como uma ouvidoria nacional e encaminha as informações aos órgãos responsáveis, como Conselho Tutelar, Ministério Público e autoridades policiais, que são os responsáveis por analisar cada situação.