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Autora de 'Jesus' vai seguir Bíblia, mas pondera: 'O que não tem lá, se inventa'

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Paula Richard, autora da trama bíblica que estreia nesta terça-feira (24), afirma ao Purepeople: 'Optamos pela coisa realista, não estamos contando uma fantasia. Estamos contando uma história real'. Novelista diz usar personagens engraçados para equilibrar o drama. 'A vida já é difícil, então coloco as personagens otimistas, que falam bobagem, que mesmo em uma situação ruim soltam uma piada', afirma

Para contar a história do filho de Deus em aproximadamente 150 capítulos na novela "Jesus", Paula Richard precisou criar personagens e histórias que não estão na Bíblia. A autora do folhetim que estreia nesta terça-feira (24) com cenas gravadas no Marrocos e reunindo aproximadamente 100 atores viu como maior dificuldade a quantidade pequena de mulheres retratadas no livro mais vendido em todo mundo. "A maioria dos personagens bíblicos é homem. Mas para contar uma história você tem que criar um núcleo. Não dá para botar aquele bando de homem sem humanidade, sem família. O que já é difícil, porque só de personagem bíblico já é uma enormidade", explica ao Purepeople.

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'O que não tem na Bíblia, a gente inventa', afirma

A autora de "O Rico e Lázaro" (2017) e "Lia" (exibida até o início do mês) cita como exemplo o personagens de Ricky Tavares, que aderiu a uma lente que o faz enxergar só 20%. "Criamos histórias para esses personagens. Sobre Judas Tadeu não se sabe nada. Então, criamos uma história para ele. Simão Zelote (DJ Amorim/Rodrigo Andrade) é o mesmo caso. Ele vai ser irmão de Barrabás (Luiz Eduardo Toledo/André Gonçalves). Vão achar que isso está na Bíblia, mas não está. Só que também não está que eles não eram irmãos. O respeito na Bíblia é total. O que não tem lá, a gente inventa", acrescenta a autora colaboradora de Vivian de Oliveira em "Os Dez Mandamentos" - folhetim que alcançou índices recordes de audiência.

Origem de personagens dificulta espaço para atores negros

Entre esses tipos criados estão Susana, vivida por Bárbara Reis. "É aquela história: ter um espaço para atores negros. Às vezes é difícil porque os personagens bíblicos não eram negros. Por causa de sua origem: eram hebreus, romanos... Mas tínhamos povos ao redor deles", conta. Paula também vai usar os personagens para explicar a mensagem do Messias. "Jesus (Matheus Dantas/Dudu Azevedo) falava e as pessoas nem sempre entendiam. O que vamos fazer é usar essas pessoas que não entendiam para conversarem. Ele fala uma coisa e os apóstolos, na maioria, eram pessoas simples e não entendiam. Vamos usar a conversa deles para explicar", conta. "A linguagem é difícil. Achamos que Jesus chegou, conquistou geral, mas não foi assim. Vamos mostrar essa dificuldade e quando Ele às vezes se frustra quando vê que as pessoas não estão o entendendo", completa.

'Dou pitada de humor para quebrar o drama', afirma

Quando questionada se "Jesus" vai apresentar personagens cômicos, Paula confirma, embora não goste da expressão. "Não consigo chamar de núcleos cômicos. Eu faço o seguinte: todo drama eu dou aquela pitada de humor para quebrar. Como eu gosto das cenas românticas onde você se emociona. Em 'Jesus', a gente tem o pai do João Batista - Zacarias, vivido por Bemvindo Sequeira - que não acredita no anjo Gabriel (Raphael Sander) e aí fica mudo. Olhei aquela situação e falei 'já é cômica'. Não que ele seja cômico", explica citando ainda Mirian (Victória Pozzan/Beth Goulart), descrita pela autora como "bem-humorada e "engraçada". "A vida já é difícil, então coloco as personagens otimistas, que falam bobagem, que mesmo em uma situação ruim soltam uma piada", acrescenta.

'Não vamos brincar com a imagem de Jesus', afirma

Paula assegura que sobre o filho do Criador nada foi inventado. "Não escrevi nada que não esteja na Bíblia sobre Jesus. O Jesus que vamos mostrar é o que está na Bíblia. Ele vai ser humanizado através do olhar dos outros personagens. O que elas sentem? O que foi viver na terra no mesmo momento que esse homem? Não vamos brincar com a figura dele", afirma. "Optamos pela coisa realista, não estamos contando uma fantasia. Estamos contando uma história real. As pessoas no início vão até falar 'nossa, Jesus não está falando!'. Calma! Quando ele começa realmente a dar o ensinamento dele, ele começa a falar", reforça. A autora lembra ainda a caracterização de Jesus sem cabelos longos e com olhos escuros. "Ninguém tinha o compromisso de pegar aquela figura de Jesus, que ninguém sabe se era aquela. Não havia esse compromisso. Não se pensou em transformar o Dudu", garante. Se o protagonista não precisou de uma grande mudança no visual, Mayana Moura teve que raspar a cabeça para viver Satanás.

'Audiência a gente entrega para Jesus', diz bem-humorada

A autora que já lamentou a baixa audiência de "O Rico e Lázaro" afirma não se preocupar com os índices. "Isso a gente entrega para Deus, para Jesus", dispara com bom humor. "Dou sempre o meu melhor. Não sou aquela que diz 'a audiência está ruim foi o público que não entendeu..'. Eu é que devo ter errado em alguma coisa, vamos aprender para na próxima fazer melhor", finaliza.

(Por Guilherme Guidorizzi)

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