A terceira temporada de 'Round 6' não perdoou ninguém e matou 90% do elenco principal da série, incluindo o protagonista Gi-hun. Apesar de ter dividido opiniões com as escolhas para o último episódio, que terminou sem responder muitas perguntas, a série nos deixou um vazio gigantesco com a perda de personagens especiais.
Aqui no Purepeople já ranqueamos os melhores e piores personagens da terceira temporada de 'Round 6', e hoje colocamos nosso lado crítico em ação novamente para te contar nossa opinião sobre quais foram as melhores e piores mortes da temporada – sem clubismo e analisando os fatos friamente.
Para elaborar este ranking, levamos em consideração os detalhes da cena em que a morte foi feita, a probabilidade disso realmente ter acontecido ou aquelas que só foram feitas por puro roteiro... bem como as que nos convenceram de que deveria acontecer naquele exato momento, daquela exata forma.
Quem vem com a gente nessa análise?
Hyun-ju é, de longe, a personagem mais querida do público em 'Round 6'. E justamente por isso que sua morte deveria ter sido feita de outra forma mais convincente. No jogo 'Esconde-esconde', a personagem protege as Jogadoras 222 e 149 com unhas e dentes e mostra que, de fato, é 'a braba' da temporada. Ex-membro das forças especiais, ela dá cada passo calculado e nunca abaixa a guarda... até o momento em que encontra a porta de saída e volta para buscar suas aliadas.
Neste momento, Hyun-ju fica com a porta entreaberta, de costas para o corredor, dando margem para qualquer um que passasse por lá a atingisse. E de fato foi o que aconteceu, já que ela foi esfaqueada pelo Jogador 333. É só raciocinar para saber que, no mínimo, ela fecharia a porta enquanto contava para as amigas que encontrou a saída.
A relação de Yong-sik com sua mãe, Geum-ja (149), foi uma das mais bonitas de 'Round 6'. Mas é estranho pensar que a mulher que topou entrar nos jogos mortais só para quitar as dívidas do filho pudesse, no fim das contas, ser a responsável por sua morte - embora ele tenha sido finalizado pelos guardas. O covarde passou o jogo todo com medo de matar alguém e no último minuto tentou se livrar de Jun-hee (222), que era sua amiga, mas a mulher preferiu salvar a mãe com a bebê do que o próprio filho. Foi doloroso, apesar de tudo.
O Jogador 100, de longe o mais ambicioso da série, passou todo o jogo infernizando a todos e confabulando para matar seus adversários, embora não tivesse a coragem de matar ninguém. Já sabendo que o personagem era um dos mais odiados pelo público, a Netflix poderia ter reservado uma morte mais dolorosa para o traiçoeiro, embora tenha sido satisfatório o ver cair das alturas no último jogo.
Digo e repito: Dae-ho não merecia o destino que teve na terceira temporada de 'Round 6'. O personagem foi um dos responsáveis pelo plano falho de Gi-hun ao entrar em pânico e não conseguir voltar com as munições, e virou automaticamente o alvo do protagonista, mesmo sem ser um grande culpado. No final das contas, ele morreu asfixiado pelo protagonista, que até então não tinha coragem de matar ninguém, enquanto murmurava que a culpa não era dele. Sabemos que Gi-hun precisava passar de fase e essa foi a melhor solução do roteiro.
Seon-nyeo provou do seu próprio veneno no jogo do 'Esconde-esconde' em 'Round 6'. Momentos antes de ser trapaceada pelo Jogador 100, que a deixou de fora da porta de saída, ela deixou seus súditos jogados aos caçadores e saiu correndo. Mas, no final das contas, ela foi morta por Min-su (125), que alucinado de drogas a confundiu com Nam-gyu (124) enquanto ela falava absurdos para ele. Foi bem feito? Foi... mas talvez uma ilusão desnecessária do mocinho.
Ainda trazendo um pouco do que foi dito no tópico de cima, Min-su passou boa parte da terceira temporada alucinado com as drogas que usou de Nam-gyu. No último jogo, o 'Jogo da Lula nas Alturas', o jovem medroso passou a ter alucinações e até chegou a ver o Thanos pendurado no penhasco, enquanto brigava sozinho com ele. Por fim, ele foi eliminado pelos seus adversários, mas antes surtou e mudou completamente de personalidade.
Viciado em entorpecentes, Nam-gyu passou boa parte dos jogos usando as drogas de Thanos que foram parar nas mãos de Min-su (125). Humilhado pelo valentão, o Jogador 125 atirou o crucifixo na ponte durante o 'Pula-corda', fazendo com que seu adversário, que estava em abstinência, corresse até lá para buscar seu 'combustível'. O melhor foi que, quando abriu o colar, já não tinha mais drogas lá dentro, o que o fez desconcentrar e ser derrubado, ocasionando sua morte. Esta foi uma excelente jogada.
O vilão dos jogos na terceira temporada certamente foi Myung-gi. No último jogo, ele provou sua perversidade ao tentar sacrificar a própria filha para ficar com o prêmio, mas não escapou da astúcia de Gi-hun. No último momento, ele, com lágrimas [de crocodilo] nos olhos, ainda implorou pela ajuda do protagonista, mas caiu para a morte. Foi satisfatório após tudo que ele aprontou.
Depois de dar uma facada nas costas do filho, consequentemente colaborando para sua morte, a Jogadora 149 perdeu completamente o sentido da vida. Antes de se enforcar naquela noite no dormitório, ela teve uma conversa com Gi-hun e disse para ele ajudar Jun-hee (222) nos jogos seguintes. Ela não disse, mas já não conseguia ser apoio para a amiga porque já estava destruída o suficiente.
Jun-hee, apesar de ter sido carregada durante toda a temporada, teve um dos arcos mais marcantes de 'Round 6'. Depois de quebrar o pé no jogo do 'Esconde-esconde', ela chegou ao 'Pula-cordas' já sabendo que não teria chances de sobreviver. Então, ela confiou o futuro da filha de Gi-hun e se jogou da plataforma, encerrando sua vida com lágrimas nos olhos. Foi emocionante de se ver e certamente fez muita gente chorar.
Apesar de muitos contestarem, a morte de Gi-hun em 'Round 6' teve um significado gigantesco. No último jogo, por um erro, o protagonista não apertou o botão antes da morte de Myung-gi (333), ficando apenas ele e a bebê de Jun-hee (222) na disputa. Ou seja, ou ele morria ou ela morria... e no último minuto ele se sacrificou para que a bebê pudesse ter sua vida, já que a dele mesmo não fazia mais sentido.
Antes de se jogar da plataforma, Gi-hun recitou a frase: "Não somos cavalos, somos pessoas. E pessoas...". Esse foi um final emocionante para um personagem que já não queria mais financiar o entretenimento alheio em favor do próprio sofrimento.