Apesar de ser lembrado como um dos maiores nomes da ciência, Albert Einstein também tem citações valiosas para todos os momentos importantes da vida, desde temas que vão sobre sucesso e caráter, até quando o assunto é alimentação e estilo de vida.
Apesar da alimentação relativamente leve, Einstein conviveu com problemas digestivos ao longo da vida, incluindo úlceras e distúrbios estomacais. Segundo a revista Inverse, aos 38 anos, chegou a ser diagnosticado com uma doença estomacal crônica e seguiu, por orientação médica, uma dieta restrita por algumas semanas.
Já nos anos finais de sua jornada, médicos recomendaram mudanças mais rígidas na alimentação, porém o cientista seguiu essa orientação apenas no último ano de sua vida, mantendo o vegetarianismo por um curto período de tempo.
Einstein morreu em 1955, aos 76 anos, vítima de um aneurisma da aorta abdominal. Não há evidências de que sua alimentação tenha sido a causa direta da morte, embora fatores de estilo de vida possam ter contribuído.
Ao longo das últimas décadas, surgiram diversas interpretações e rumores sobre seus hábitos alimentares, especialmente nos últimos anos de sua vida, quando o físico passou a evitar carne e alimentos mais gordurosos da dieta por conta de problemas de saúde que já vinham o consumindo.
De acordo com a revista Inverse, Einstein não seguiu uma dieta vegetariana durante boa parte de sua vida, só adotando o vegetarianismo cerca de um ou dois anos antes de morrer, em 1955.
Em 1954, já com a saúde fragilizada, o físico escreveu em uma carta ao também físico Hans Meuhsan: "Estou vivendo sem gorduras, sem carne, sem peixe, mas me sinto muito bem assim", disse.
Os registros biográficos indicam que o café da manhã era uma das poucas refeições que o cientista seguia com certa frequência. Herta Waldow, governanta de Einstein, relatou em entrevistas reunidas no livro 'Einstein at Home' que ele costumava consumir ovos quase todos os dias. Segundo ela, "O Professor sempre comia ovos fritos, pelo menos dois".
Ela também destacou o hábito frequente de cogumelos e mel: "Ele provavelmente comia cogumelos três vezes ao dia", completou. Já o biógrafo Walter Isaacson acrescentou que a esposa de Einstein, Elsa, fazia esforço para garantir os alimentos que ele mai gostava.
Segundo ele, Elsa "tinha grande prazer em procurar os alimentos que o confortavam. Ela era engenhosa e rica o suficiente para conseguir os ovos, a manteiga e o pão de que ele gostava, mesmo que a guerra tornasse esses itens básicos difíceis de encontrar".
Um dos maiores pensadores de toda a história não costumava se preocupar com a própria alimentação. Em uma carta escrita ao filho, Hans Albert Einstein, em 1915, ele escreveu: "Muitas vezes estou tão absorto em meu trabalho que me esqueço de almoçar".
Einstein também não costumava comer refeições muito complexas. Em uma ocasião, durante um jantar com duas crianças em casa, ele chegou a oferecer apenas feijões enlatados, e, segundo a revista Inverse, suas refeições costumavam conter salsicha, queijo Gruyère, frutas e chá.