Frase do dia de Albert Einstein para ter uma vida de sucesso: 'Não podemos resolver um problema da mesma forma que o criamos'
Publicado em 10 de junho de 2026 às 12:01
Por Clara Espíndola | Colaboradora | TV, beleza e famosos
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
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“Não podemos resolver um problema da mesma forma que o criamos.” Poucas frases são tão repetidas em livros de desenvolvimento pessoal, perfis do LinkedIn e publicações motivacionais. E poucas têm uma história tão curiosa por trás. Porque Albert Einstein nunca disse isso. Ou, pelo menos, não exatamente dessa forma. Embora isso não torne a lição menos verdadeira.

A citação, atribuída durante décadas ao físico alemão, é, na verdade, uma versão simplificada de uma reflexão muito mais complexa que ele fez em 1946. 

O mundo acabara de sair da Segunda Guerra Mundial e as bombas atômicas haviam demonstrado até onde pode chegar a capacidade de destruição do ser humano. E Einstein, que havia dedicado grande parte de sua vida a compreender as leis do universo e nasceu em 1879 e morreu em 18 de abril de 1955, aos 76 anos, estava preocupado com algo muito mais terreno: o futuro da humanidade.

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Sua mensagem literal foi outra: 

“Um novo tipo de pensamento é essencial para que a humanidade sobreviva e avance para níveis mais elevados.”

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Einstein escreveu isso em um telegrama e manifesto no qual pedia apoio ao Comitê de Emergência de Cientistas Atômicos para alertar o mundo sobre os perigos das armas nucleares. Posteriormente, foi publicado no “The New York Times” em 23 de junho de 1946 sob o título “O verdadeiro problema está no coração dos homens”. 

Portanto, com suas palavras, ele não falava de produtividade, nem de liderança empresarial, nem de como enfrentar uma segunda-feira complicada. Ele falava de sobrevivência. Da necessidade de evoluir nossa maneira de pensar para não repetirmos os mesmos erros que levaram o mundo à beira do abismo.

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Com o passar dos anos, essa ideia se condensou em uma frase muito mais simples e fácil de compartilhar. E, embora não seja uma citação literal, ela mantém intacto o cerne do que o ganhador do Prêmio Nobel tentava transmitir: os problemas raramente são resolvidos a partir do mesmo estado mental em que surgiram.

O pior é que ela continua válida quase um século depois. Não apenas porque parece que estamos passando por uma mudança de época cultural que tende a retroceder para velhos costumes, ideias e hábitos. 

Mas também porque vivemos em uma época que valoriza a rapidez e, mais do que nunca, tomamos decisões sob a pressão de reagir antes mesmo de ter refletido. A imediatismo se tornou uma espécie de reflexo automático. Se algo não funciona, fazemos mais do mesmo, mas mais rápido.

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No entanto, muitos dos problemas que nos acompanham, como o esgotamento; a sensação de estarmos sempre ocupados; as relações que se repetem seguindo padrões ou a dificuldade de desligar, geralmente não se resolvem com mais velocidade e repetição. Às vezes, exigem exatamente o contrário. Exigem que paremos.

Porque mudar de forma de pensar nem sempre significa ter uma ideia brilhante. Às vezes, significa fazer uma pergunta diferente daquela que não nos ocorre à primeira vista. Ou aceitar que a solução mais eficaz não é a mais fácil. Ou reconhecer que insistir em uma estratégia apenas porque sempre a utilizamos não a torna a correta.

É desconfortável porque mudar de perspectiva exige tempo, paciência e a possibilidade de errar. Significa abandonar o caminho conhecido para explorar outros novos. Mas é também aí que costumam surgir os avanços mais interessantes, tanto no nível individual quanto coletivo.

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Talvez por isso essa frase apócrifa seja tão popular, porque aponta para uma verdade que ainda precisamos ouvir: nem sempre é preciso se esforçar mais, às vezes é preciso pensar diferente. E, em um mundo obcecado pela velocidade, o mais revolucionário é nos conceder tempo para nos perguntarmos se estamos tentando resolver o problema aplicando exatamente a mesma mentalidade que o criou.

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