Autor de processo contra Angélica, o ex-cuidador do pai da apresentadora não compareceu à audiência de instrução da ação trabalhista. À Justiça, J. C. apresentou documentação médica para justificar sua falta; por sua vez, a defesa da mulher de Luciano Huck contestou o documento e solicita a condenação do ex-funcionário por litigância de má-fé.
O novo desdobramento se deu após várias derrotas de Angélica na Justiça: primeiro, a apresentadora tentou que a ação corresse sob sigilo, mas não foi atendida. Depois, a defesa tentou a suspensão até que o STF se posicionasse a respeito de casos semelhantes, a igualmente não obteve sucesso.
Depois, uma tentativa de acordo não avançou para pagamento de R$ 100 mil, relata o colunista Daniel Nascimento, do jornal "O Dia". Após tudo isso, a Justiça advertiu os dois lados (Angélica e J. C.) que deveriam ir à audiência sob pena de confissão - de acordo com a publicação, ambos não compareceram e a comunicadora enviou defesa e representante.
Diante da ausência do ex-funcionário, a defesa de Angélica solicitou a pena da confissão, contudo o juiz responsável deferiu (ou seja, aceitou a solicitação). Por outro lado, Claudio Olimpio Lemos de Carvalho solicitou que o anônimo apresentasse em cinco dias o motivo de ter faltado.
E em dois dias J. C. entregou a documentação médica, indicando problema de saúde no mesmo dia da audiência. Contudo, segundo a defesa, o atendimento médico foi realizado depois disso. Por sua vez, o ex-cuidador do pai de Angélica pediu que as consequências processuais fossem reconsideradas e que uma nova audiência ganhe data sem que haja aplicação de penalidades.
Um novo desdobramento veio no último dia 30 de julho quando a defesa de Angélica contestou a documentação, reforçando o pedido de confissão. Os advogados indicaram, inclusive, se os documentos apresentados por J. C. são suficientes para impedir sua ida à audiência e apontaram que os horários do encontro e do atendimento médico são divergentes.
Outro ponto é que a advogada do anônimo informou que ele tinha "passado mal" e se encontrava em consulta no momento da audiência. A defesa da artista voltou a indicar a incompatibilidade e que o ex-funcionário seja multado em 5% do valor atualizado da causa.
A ação teve valor atribuído de quase R$ 191.700 mil - mais precisamente R$ 191.674,18 -, porém o cuidador pediu mais de R$ 190 mil em direitos trabalhistas.