Muito se fala sobre a quantidade de plásticas que Anitta fez desde o início de sua carreira. Em tom pejorativo, parte dos brasileiros adora questionar as mudanças estéticas que a cantora faz ou deixa de fazer, ainda que, para a carioca, nada disso seja um tabu. Constantemente, a voz de "Mandinga" enche o peito para rebater as críticas com um grande "e daí?", relatando os procedimentos: rinoplastia, silicone, lipoaspiração, preenchimento labial e por aí vai...
Porém, o que poucos sabem é que houve um incentivo cruel por trás de sua primeira intervenção. Em uma entrevista recente, Anitta contou que ouviu de uma pessoa que a orientou no início da carreira uma frase que mudaria sua relação com a própria aparência.
A artista, que começou nos palcos da Furacão 2000 cantando funk aos 19 anos, deixou claro que nunca havia pensado em fazer qualquer cirurgia plástica até receber essa cobrança de alguém que a orientava profissionalmente.
"Pra mim, isso da beleza começou muito na minha primeira cirurgia plástica, né? Porque, na verdade, eu nunca tinha pensado em fazer, aí eu fui começar a cantar. A pessoa que estava me guiando na carreira falou assim: 'Pra ser cantora e dar certo, tem que ser bonita. Então eu vou te levar num cirurgião e a gente vai ver junto o que tem que fazer pra você ficar bonita'", contou ela em entrevista à L'Oréal, em Paris.
Foi assim que a carioca entendeu que portas se abriam profissionalmente à medida que ela se tornava mais "aceitável" dentro do padrão de beleza. "Eu ficava: ‘Caramba, de fato, eu ia fazendo as mudanças e aquilo ia abrir as portas'", recordou. "Aquilo me deixou num looping eterno de achar que eu precisava de algo e ver que, de fato, quando eu fazia, eu conseguia muito mais contato, muito mais dinheiro, muito mais tudo", acrescentou.
"Aí eu ficava: 'Nossa, ela tem razão, eu era feia, eu tenho que fazer plástica'. E isso me deixou num looping de muito tempo", continuou ela.
Não demorou muito, claro, para o corte viralizar nas redes sociais. Assim, um perfil do X, antigo Twitter, resgatou a biografia não autorizada "Furacão Anitta", escrita por Léo Dias.
Segundo o jornalista, a obra levou cerca de um ano para ser produzida e contou com três longas entrevistas com a própria cantora, além de depoimentos de cerca de 20 pessoas ligadas à sua trajetória. Anitta ainda autorizou que ele conversasse com sua mãe, Miriam Macedo, e o irmão, Renan Machado.
Na época, Kamilla Fialho havia entrado na trajetória da cantora e apostado alto em seu futuro. Para tirá-la da Furacão 2000, a empresária desembolsou R$ 260 mil referentes à multa contratual e assumiu o gerenciamento da carreira de Anitta. A aposta, claro, não parou por aí.
Segundo Léo Dias relata em "Furacão Anitta", Kamilla também passou a interferir na imagem da artista. A empresária teria se incomodado especialmente com os seios grandes e com o nariz, que considerava desproporcional ao rosto de Anitta, e defendido que ela precisava fazer intervenções estéticas enquanto ainda era pouco conhecida.
Anitta teria concordado e realizado os primeiros procedimentos com o cirurgião Marcio Bistene. Ainda segundo a biografia, as cirurgias custaram R$ 20 mil e foram pagas pela própria cantora - contrariando, de acordo com o livro, versões que circulavam na época de que o valor teria sido bancado pela empresa. Nada disso foi confirmado oficialmente. Mas, as coincidências chocam...