Marcelo Seia, arquiteto: 'Se sua casa tem mais de 50 anos, é preciso trocar toda a infraestrutura oculta'
Publicado em 9 de outubro de 2026 às 15:04
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Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
Os sete erros mais comuns que cometemos ao reformar uma casa
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Por mais que sejamos fãs de decoração e design de interiores, sabemos que reformar uma casa em busca de um resultado que nos agrade não é nada simples. 

Há uma infinidade de detalhes que deixamos passar e muitos outros que desconhecemos, especialmente quando partimos para mudanças completas nas estruturas.

Por isso, antes de colocar a mão na massa em um projeto desse porte, vale ouvir especialistas no assunto, como Marcelo Seia, mais conhecido nas redes sociais como @marceloseis.arq.

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Marcelo tem mais de 35 anos de experiência em reformas de casas e apartamentos, e foi justamente essa trajetória profissional que lhe deu a bagagem necessária para identificar os erros mais comuns que costumamos cometer ao iniciar esse tipo de projeto.

Não se trata apenas de pintar as paredes ou modernizar o visual da fachada: o objetivo não é maquiar o problema de um ambiente, mas resolvê-lo de vez.

Demolir sem saber o que está sendo demolido

O especialista compartilhou uma lista dos sete erros mais comuns que cometemos ao iniciar uma reforma e começou por um dos mais sérios: derrubar paredes sem conhecer sua função dentro da casa, já que nem todas servem apenas para separar os ambientes.

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Algumas desempenham um papel essencial na estabilidade da construção. Por isso, derrubá-las pode colocar em risco a estrutura do imóvel.

Manter instalações antigas

Fazer uma reforma completa é a oportunidade perfeita para revisar todas as instalações que ficam escondidas, como as tubulações de água, a rede elétrica, os encanamentos de esgoto ou as instalações de gás.

Embora manter as antigas possa parecer uma vantagem para reduzir o orçamento, a longo prazo essa escolha costuma se revelar equivocada. O especialista insiste: “Se a casa tem mais de 50 anos, é preciso trocar toda a infraestrutura oculta”.

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Não ouvir o que a casa está dizendo

Rachaduras nas paredes, manchas de umidade, pintura descascando ou o aparecimento de mofo costumam ser avisos da própria casa: sinais visíveis de que existe um problema mais profundo que precisamos resolver o quanto antes. Muitas vezes, nos limitamos a disfarçar esses danos sem investigar sua causa.

“Na verdade, essa casa conta a você que algo estranho está acontecendo por meio de sintomas. Muitas vezes, em vez de ouvir, fazemos remendos estéticos em rachaduras nas paredes ou manchas de umidade”, explica Marcelo.

Ignorar o estado do telhado

É o elemento que protege toda a casa e, ainda assim, vive sendo esquecido nas reformas. Parece que só nos preocupamos com seu estado quando surgem infiltrações, umidade, mofo ou pintura descascando. Quando isso acontece, é essencial investigar a causa.

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Subestimar os pisos originais

Antes de trocar um piso antigo, é fundamental verificar se aquele que já temos ainda pode ser recuperado. Em muitos casos, um bom polimento é suficiente para deixá-lo como novo.

Mas, se ele não estiver em boas condições, é importante não recorrer à pintura como solução, já que ela acaba se deteriorando com o uso e oferece um acabamento pouco durável.

Reformar o banheiro sem mexer no essencial

Se as instalações continuam sendo as mesmas de cinco décadas atrás, por mais que você mude a aparência do banheiro, ele continuará causando muitos problemas ou exigindo manutenção hidráulica constante.

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Antes de trocar revestimentos, louças sanitárias ou móveis, convém verificar o estado das tubulações. Sem dúvida, é um investimento que vale a pena, porque, a longo prazo, sai muito mais barato.

Começar sem uma análise financeira realista

Fazer as contas para calcular o orçamento é essencial antes de começar a reformar qualquer casa. Há, inclusive, situações em que recuperar um imóvel pode ser menos vantajoso financeiramente do que construir um novo.

“É preciso negociar com a casa”, explica o especialista. Cabe a nós avaliar se essas mudanças valem ou não a pena do ponto de vista financeiro.

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