A manhã desta quarta-feira (15) foi marcada por uma verdadeira reviravolta no universo das redes sociais e do entretenimento. O influenciador Raphael Sousa, responsável pelo perfil “Choquei”, uma das páginas de notícias de entretenimentos e fofocas mais populares do país, com mais de 27 milhões de seguidores, prestou depoimento à Polícia Federal e acabou expondo detalhes impressionantes sobre o faturamento de sua marca digital.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, o influenciador foi um dos alvos da Operação Narco Fluxo, que investiga um esquema complexo envolvendo lavagem de dinheiro e organização criminosa, com movimentações que podem chegar a R$ 1,6 bilhão nos últimos 24 meses.
Ainda segundo a CNN, durante o depoimento oficial, Raphael Sousa quebrou o silêncio e revelou um dado que rapidamente virou assunto nas redes: o faturamento mensal da página “Choquei” gira em torno de R$ 400 mil. O valor chamou atenção não apenas pela magnitude, mas também por evidenciar o poder financeiro que perfis de grande alcance podem alcançar atualmente.
A página principal soma mais de 27 milhões de seguidores, além de contar com uma rede de perfis secundários e contas pessoais que ampliam ainda mais o alcance das publicações. Esse ecossistema digital robusto ajuda a explicar a rentabilidade expressiva do negócio, que agora passa a ser analisada com lupa pelas autoridades.
A Polícia Federal agora busca cruzar as informações apresentadas por Raphael Sousa com dados da Receita Federal, com o objetivo de verificar se os rendimentos declarados são compatíveis com o padrão de vida do influenciador.
O foco da investigação é entender se a visibilidade da página “Choquei” pode ter sido utilizada, de alguma forma, para ocultar valores de origem suspeita ou dar aparência legal a recursos ilícitos. Essa etapa será decisiva para determinar se o sucesso do perfil tem ou não relação com o esquema bilionário sob apuração.
O caso ganha ainda mais repercussão por envolver outras figuras conhecidas do grande público. A operação também citou nomes como os funkeiros MC Poze do Rodo e MC Ryan SP, que aparecem ligados ao mesmo inquérito policial. A investigação segue em andamento e busca desmembrar toda a estrutura da organização, identificando o papel de cada envolvido nesse complexo cenário financeiro.