Presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP), Deolane Bezerra cumpre uma rotina igual às demais detentas, porém em uma cela com mais privacidade e teve acesso à tratamento diferenciado, por ser advogada. Antes, a influenciadora ficou na penitenciária de Santana, na capital paulista, onde teria recebido regalias como chuveiro próprio e cama de ferro no lugar de uma de concreto.
A terceira prisão de Deolane ocorreu na quinta-feira (21) sob acusação de lavagem de dinheiro e envolvimento com a maior facção criminosa do estado. Proprietária de mansões, carros milionários e acessórios de grife e de luxo, a viúva de MC Kevin (1998-2021) já havia sido presa duas vezes em setembro de 2024.
Por ter curso superior, Deolane não passou pelo isolamento inicial, que teria duração de 10 a 30 dias. Pelo mesmo motivo, está em uma cela com maior privacidade, que lhe dá direito a cama beliche, ventilador e chuveiro. Assim, a famosa não enfrenta a superlotação do presídio, que comporta 714 pessoas, mas até a quinta-feira reunia 873 mulheres.
Por outro lado, Deolane vem recebendo a mesma comida que as demais detentas. Se precisar de qualquer atendimento médico-odontológico, o tratamento não será diferente, relata o jornal "O Estado de S.Paulo". Em relação à rotina, o dia na penitenciária começa às 7h, quando é servido o café da manhã.
Entre 8h e 11h, são liberadas para o banho de sol, que ocorre ainda a partir das 13h. Nesse meio tempo e a partir das 11h, há o almoço. O jantar é servido a partir das 18h.
Outro preso na Operação Vérnix, Everton de Souza, o Player, tinha em sua casa uma máquina para contar dinheiro e cerca de R$ 50 mil em espécie no interior de uma caixa com o nome "Dra. Deolane" escrito na tampa. De acordo com a investigação, Everton era o intermediador entre Marcola (Marco Willians Herbas Camacho) e o irmão deste, Alejandro Camacho Junior.
O esquema envolve ainda uma transportadora de fachada utilizada para ocultar a fortuna da facção criminosa. Por sua vez, Deolane controla 35 empresas montadas em um único endereço em prédio residencial de Martinópolis, distante 440km da capital paulista.