Presa pela terceira vez em pouco menos de dois anos, Deolane Bezerra ganhou forte defesa da irmã Daniele Bezerra. Nesta quinta-feira (21), a influenciadora foi alvo de operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo por suspeita de ligação com uma facção criminosa e lavagem de dinheiro. "Alegações cercadas de ilações e perseguições", disparou Daniele.
Viúva de MC Kevin, a famosa dona de um patrimônio milionário, com mansões e carros e bolsas de luxo, teve bens bloqueados determinados pelas autoridades, incluindo R$ 27 milhões que não tiveram origem declarada por Deolane, que também é advogada. A investigação aponta a influenciadora, apoiadora de Lula nas eleições 2022, como recebedora de dinheiro vindo da facção, que em 2006 espalhou o terror por São Paulo.
Para isso foi realizado um cruzamento tendo como base movimentações em contas tanto físicas quanto jurídicas. Presa por 20 dias em 2024, a ex-"A Fazenda" recebeu aproximadamente R$ 1.100 milhão em quatro anos, de 2018 a 2021, de forma fracionada, ainda segundo a investigação.
Logo após a prisão de Deolane, Daniele escreveu: "Mais uma vez, tentam transformar suposições em verdades e manchetes em condenações. A prisão de Deolane Bezerra, sob alegações de participação em organização criminosa, nasce cercada de ilações, narrativas e perseguições que já se repetem há tempos. Acusar é fácil. Difícil é provar".
"No Brasil, infelizmente, muitas vezes primeiro se expõe, se destrói a imagem e se condena perante a opinião pública para só depois buscar proas que sustentam aquilo que foi dito. E isso é grave", disparou a respeito da investigação, que apontou ainda cerca de 50 depósitos realizados nas empresas de Deolane, cujos valores passaram de R$ 700 mil.
Os pagamentos foram feitos por um suposto de banco de crédito, cujo responsável seria um homem, morador da Bahia e que ganha um salário mínino ao mês (R$ 1.621).
"Não se pode admitir que a Justiça seja usada como espetáculo, nem que pessoas sejam tratadas como culpadas antes do devido processo legal. Prisão não pode ser instrumento de pressão, marketing ou vingança social", protestou a irmã de Deolane sobre o novo problema da famosa com a Justiça.
"Quem conhece a história, a luta e a trajetória dela sabe que existe uma diferença enorme entre fatos e narrativas criadas para alimentar ataques. Seguiremos confiando na verdade, na Justiça e no direito de defesa, porque perseguição continua sendo perseguição, mesmo quando tentam dar a ela outro nome", finalizou.