Deolane Bezerra se tornou ré ao lado de outras cinco pessoas - entre elas Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, em investigação que envolve denúncia de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A influenciadora foi presa em 21 de maio e dias depois acabou transferida para uma penitenciária do interior de São Paulo, onde tem acesso a uma série de itens, inclusive de beleza, segundo a diretoria do presídio.
Já a família da famosa acusa a cela de Deolane ter tido invasão de um perigoso animal. De acordo com a denúncia, a situação da influenciadora se complica por conta de áudios, comprovantes de depósitos que estavam em celulares e conversas através de aplicativo de mensagens. "Prova nuclear", resumiu o juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara de Presidente Venceslau em sua decisão.
Vale lembrar que em 2024, Deolane já havia sido presa duas vezes em outra investigação. Dessa vez, o juiz que cuida do caso apontou que o material permite indicar como funcionava parte do esquema que o Ministério Público investiga e que reúne uma transportadora também no interior paulista, conta o "g1" - a famosa nega qualquer tipo de crime.
Outro trecho da denúncia aponta que Deolane guardava dinheiro pertencente ao PCC (Primeiro Comando da Capital) tanto nas suas casas quanto nas dos filhos. Pela troca de mensagens nos celulares, os investigadores dizem que dá para saber quem era responsável pelo repasse de valores, quem iria receber e quais contas seriam utilizadas no processo.
Em outro trecho da investigação, os responsáveis encontraram conversas da sobrinha de Marcola, Paloma em um celular apreendido na casa do empresário Ciro Cesar Lemos. A ele caberia o repasse de dinheiro de uma transportadora para contas que a facção criminosa indicasse. No mínimo duas dessas contas estão no nome de Deolane.
A famosa desde a prisão já teve negados pedidos de habeas corpus, um deles por ministro do STF em decisão monocrática.