Presa preventivamente desde o dia 21 de maio pela Operação Vérnix - que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC -, Deolane Bezerra voltou a ser tópico nas redes sociais nesta sexta-feira (12). O "bafafá" da vez gira em torno das condições em que a influenciadora e advogada está vivendo na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
Tudo começou a ferver depois que o perfil de fofoca "Alfinetei" postou uma lista cheia de itens e benefícios que Deolane supostamente teria direito dentro da cadeia. Na lista, constavam mordomias como cela individual, TV, ventilador, chuveiro elétrico, chapinha, batom, pó facial, alisante e até creme depilatório!
Claro que a família Bezerra não ia ficar calada assistindo a isso... Nos comentários da publicação, Solange Bezerra (mãe de Deolane) e Dayanne Bezerra (irmã da loira) rasgaram o verbo, contestaram as informações e deixaram claro que nada ali é privilégio exclusivo.
A matriarca da família fez questão de frisar que os produtos mencionados na internet fazem parte das regras gerais que valem para absolutamente todas as detentas do sistema prisional de São Paulo. "Agora, respeitar é outra coisa", disparou.
A reação inflamada de Solange veio logo após várias reportagens, incluindo uma do jornal O Estado de S. Paulo, repercutirem a tal lista de itens autorizados. Segundo informações que foram parar no Ministério Público e que o Estadão divulgou, Deolane estaria sim em uma cela individual, com direito a banho quente, TV, ventilador, consultas médicas e psicológicas, além dos polêmicos produtos de beleza.
Em outro comentário, Solange revelou que a realidade dentro do presídio é bem diferente da "Disney" que pintam na internet e contou que foi barrada ao tentar entregar itens básicos para a filha.
"Esses itens valem para todas, mas essa semana levamos um pijama para ela e eles falaram que não podia. Levamos uma água sanitária e eles também falaram que não podia. Também levamos uma simples escova de cabelo e eles também não deixaram entrar só para humilhar", alegou.
"Inclusive, chorei muito, implorei para deixarem entrar porque constava na lista do SAP, mas, mesmo assim, não deixaram. São muitas mentiras quando se trata de Deolane", desabafou a mãe da advogada. Dayanne Bezerra também entrou no circuito. "Estão pagando quanto para mentirem?", disparou.
A Lei de Execução Penal (LEP) assegura que qualquer pessoa presa tem direito a assistência material, médica, jurídica e psicológica, além de ter sua integridade física e moral preservada. Para as mulheres, a lei é ainda mais específica em pontos como maternidade e higiene.
A entrada desses produtos (o famoso "jumbo" ou "sacolão" entregue pelas famílias) é regulada por cada estado. Em São Paulo, a SAP permite itens de higiene pessoal, roupas específicas, absorventes e outros produtos cotidianos, desde que passem pela revista estrita. Ou seja: em tese, batom e hidratante não são exclusividade da ex-Fazenda.