Guilherme Triches, médico dermatologista: 'As pálpebras têm propriedades anatômicas específicas que as tornam mais vulneráveis ao envelhecimento. Sua pele é a mais fina do corpo, com camadas de sustentação que contêm menos colágeno'
Publicado em 14 de julho de 2026 às 19:43
Por Pedro Henrique Cabo | Colaborador
Geek fashionista que canta 'Let It Go' no chuveiro, trata 'O Diabo Veste Prada' como religião e escolheu Piplup como seu inicial. Jornalista metido a designer, cinéfilo de Letterboxd e amante das artes.
Cindy Crawford expõe problema nas pálpebras e coloca em destaque tratamento que promete rejuvenescer a região dos olhos
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A região dos olhos costuma ser a primeira a denunciar a passagem do tempo. Mesmo quando a pessoa está descansada, rugas finas, flacidez, manchas e alterações nas pálpebras podem transmitir uma aparência de cansaço constante. O assunto ganhou ainda mais repercussão depois que a supermodelo Cindy Crawford revelou que convive há anos com a blefaroptose, condição que deixa a pálpebra superior mais caída do que o normal e que pode, inclusive, comprometer parte da visão. 

A revelação da modelo chamou a atenção para um tema que vai além da estética e reforçou a importância de tratamentos individualizados para uma das áreas mais delicadas do rosto. O tema também desperta interesse por causa da blefaroplastia, cirurgia já realizada por famosas como Luana Piovani, Luiza Brunet e Letícia Spiller

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O relato sincero de Cindy Crawford sobre a blefaroptose

A condição de Cindy Crawford veio à tona, em maio de 2026, quando ela revelou que descobriu a blefaroptose aos 50 anos. A modelo, sucesso nos anos 90, contou que acorda com as pálpebras bastante caídas, situação que dificultava até mesmo seus compromissos profissionais nas primeiras horas do dia.

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Em entrevista à revista People, ela relembrou: "Lembro me de, uns 10 anos atrás, depois que completei 50, eu fazia trabalhos de manhã cedo e eles perguntavam: 'Você se incomoda de começar às 6h?'. Posso acordar a qualquer hora que vocês quiserem, mas meu rosto só acorda às 9h. Então, não planejem close nem nada do tipo pela manhã. Eu conseguia ver na câmera que meus olhos não estavam tão expressivos quanto antes."

O relato da supermodelo ajudou a ampliar o debate sobre uma condição que pode surgir por fatores congênitos, alterações nos nervos, fraqueza muscular ou pelo próprio envelhecimento.

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Por que as pálpebras envelhecem mais rápido?

Segundo explicou Guilherme Triches, médico dermatologista da Onne Clinic, no Rio de Janeiro, essa vulnerabilidade tem uma explicação anatômica. 

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"As pálpebras têm propriedades anatômicas específicas que as tornam mais vulneráveis ao envelhecimento. Sua pele é a mais fina do corpo, com camadas de sustentação que contêm menos colágeno e fibras elásticas", afirma o especialista.

De acordo com o médico, essa combinação faz com que a perda de sustentação fique muito mais evidente ao longo dos anos. Além disso, a musculatura da região está em movimento constante por causa da função ocular, o que favorece o aparecimento da flacidez. 

Guilherme Triches acrescenta que o fotoenvelhecimento também se acumula com mais facilidade nessa área e destaca outro fator importante: com o avanço da idade, ocorre reabsorção óssea na órbita, enquanto o globo ocular diminui de volume, criando um espaço maior que contribui para o aspecto de olhos mais fundos e reduz a sustentação das pálpebras.

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Como o laser pode ajudar no rejuvenescimento da região dos olhos?

Segundo o dermatologista Guilherme Triches, o rejuvenescimento da área dos olhos atualmente vai além de um único procedimento. Uma das alternativas é o uso do laser CO₂ híbrido, tecnologia capaz de tratar diferentes alterações relacionadas ao envelhecimento das pálpebras.

O especialista explica que esse tipo de laser atua sobre rugas e linhas finas ao redor dos olhos, melhora a flacidez, trata o fotoenvelhecimento e promove um tensionamento da pele palpebral, favorecendo também a elevação das sobrancelhas.

"O laser CO2 híbrido cria colunas de ablação microscópicas que removem tecido danificado e estimulam a formação de colágeno. A tecnologia combinada permite tratar simultaneamente camadas superficiais (rugas finas e pequenas manchas) e profundas (flacidez), preservando áreas de pele íntegra que aceleram a cicatrização." , explica o dermatologista.

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Por que combinar tecnologias faz diferença?

Outra tendência apontada por Guilherme Triches é a associação do laser CO₂ com a tecnologia Fiber. Conforme explica o dermatologista, essa combinação reúne benefícios complementares. Enquanto o CO₂ atua na superfície da pele promovendo remodelação da derme superficial, o Fiber, por ser uma tecnologia não ablativa, alcança camadas mais profundas sem provocar danos na superfície, estimulando a formação de novo colágeno. Segundo o especialista:

"Estudos recentes mostram resultados finais obtidos em menor tempo que os obtidos com o CO2 convencional isolado, além de maior satisfação dos pacientes devido ao equilíbrio entre resultados clínicos robustos, recuperação mais rápida e menor desconforto. A tecnologia híbrida é eficaz para múltiplas indicações incluindo rugas, flacidez cutânea, cicatrizes de acne e fotoenvelhecimento, com efeitos adversos predominantemente leves a moderados e perfil de segurança otimizado sem aumento de complicações graves como cicatrizes ou discromias."

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