Dono de forte ligação com Ayrton Senna (1960-1994), o piloto italiano Kimi Antonelli pode se sagrar campeão mundial da Fórmula-1 2026 já no próximo fim de semana durante o GP dos EUA e se tornar o mais jovem automobilista a levantar a taça. Para isso, Antonelli precisa vencer a corrida e torcer por uma combinação de resultados.
Até o momento, 18 pilotos já conquistaram um título na mais importante modalidade do automobilismo: entre eles, Lando Norris (Reino Unido, 2025, cujo pai é dono de uma fortuna impressionante), Jacques Villeneuve (Canadá, 1997), Jody Scheckter (África do Sul, 1979, e que depois se voltou para o mundo das fazendas) e Kimi Räikkönen, finlandês campeão do mundo em 2007 pela Ferrari.
Conhecido como "Homem de Gelo", o ex-piloto chega aos 46 anos neste sábado (17). Na F1, disptou 342 corridas, vencendo 21 e conquistando a pole position 18 vezes. Ao longo das 19 temporadas, obteve primeira vitória em 2003 (Malásia) e a última em 2018 (EUA).
Além do título, ficou em segundo lugar no campeonato em 2003 e repetiu a dose dois anos mais tarde. Já como campeão-mundial e com os dois vices no currículo, Räikkönen lançou um livro de memórias em 2019 e que segue sem versão no Brasil. Ao longo de 336 páginas, o finlandês admitiu que bebido no intervalo de duas etapas da F1 em 2013 e ao longo de 16 dias seguidos.
Segundo o "Homem de Gelo", a bebedeira ocorreu entre os GPs do Barein (em 21 de abril) e da Espanha (a 12 de maio). Curiosamente, em ambas chegou em 2º lugar.
"Eu não conseguia me lembrar. As pessoas tiveram de me contar metade das coisas. Tínhamos acabado de chegar à Europa e nos divertimos um pouco. O que há de errado nisso? Não há nada de errado. Isso era bastante normal e acontecia o tempo todo. Não foi a única vez que fiz algo assim; eu me diverti", recordou o ex-piloto segundo o "Marca".
Naquela ocasião (agosto de 2019), afirmou também que não seria capaz de repetir a experiência controversa. "Depois de 16 dias bebendo, já não me sinto tão bem quanto antes. Há outras coisas na vida que são mais importantes para mim", acrescentou.
Na época do lançamento da biografia, Räikkönen admitiu também uma total aversão aos livros. "Normalmente, eu não leio livros. É muito parecido com a escola para mim. Na escola eu tive que ler alguns livros, mas não acho que terminei de ler nenhum deles. Foi muito chato para mim", explicou. E indicou ainda que a paternidade o faz repensar.
"Agora existem outras prioridades. Naquela época eu tinha o meu trabalho, mas por outro lado... Se eu quisesse voar para algum lugar, eu ia. Eu não tinha que perguntar a ninguém. Eu tinha idade suficiente para fazer o que eu queria. Quando você tem uma família, isso muda. Eu quero estar com meus filhos. Eu aproveito o tempo com a minha família. Às vezes ainda saio com minha esposa. Mas isso é algo completamente diferente. Nós todos envelhecemos, não é?", concluiu.