No início da década de 1960, quando a chamada era de ouro do faroeste norte-americano começava a dar lugar a novas abordagens, chegou aos cinemas um de seus mais aclamados longa-metragens: “Sete Homens e um Destino”, de John Sturges.
Considerado um dos clássicos do gênero, o filme estreou com grandes expectativas. Afinal, o título é uma adaptação de “Os Sete Samurais” (1954), de Akira Kurosawa, e tinha a difícil tarefa de transportar a premissa do clássico japonês para o Velho Oeste americano, trocando seus guerreiros samurais por pistoleiros.
Missão dada, missão cumprida.
Estrelado por Yul Brynner (“O Rei e Eu”), “Sete Homens e um Destino” fez enorme sucesso internacional, conquistando o público com a história de um grupo de moradores de uma pequena aldeia mexicana, que são constantemente aterrorizados pelo bandido Calvera e sua gangue.
Na tentativa de obter ajuda, três homens do vilarejo vão até uma cidade na fronteira para comprar armas. Ao conhecerem o pistoleiro Chris Adams, porém, descobrem outra possibilidade: contratar homens que defendam a comunidade.
Um esforço que dá certo e faz com que eles voltem para o local com sete pistoleiros a tiracolo.
A história tornou-se tão icônica para o gênero que, em 2016, ganhou um remake.
Dirigido por Antoine Fuqua (“Michael”), o filme contava com um elenco de peso, encabeçado por Denzel Washington (“O Protetor”), Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”), Ethan Hawke (“Antes do Amanhecer”), Vincent D’Onofrio (“Demolidor: Renascido”), Lee Byung-hun (“Round 6”), Manuel Garcia-Rulfo (“O Poder e a Lei”) e Martin Sensmeier (“A Última Caçada”).
Apresentado na abertura do Festival Internacional de Cinema de Toronto, o longa manteve a premissa central do original, mas adaptou o conflito.
Dessa vez, a história acompanha os moradores de uma cidade americana que buscam ajuda de pistoleiros para enfrentar Bartholomew Bogue, um empresário da mineração que usa a violência para tomar suas terras.
Sessenta e seis anos após o lançamento do primeiro “Sete Homens e um Destino” e dez após seu remake, uma nova adaptação está em produção. Dessa vez, em formato de série de televisão.
A produção da MGM+ será protagonizada por Matt Dillon (“Vidas sem Rumo”), no papel de Chris Adams, personagem interpretado por Brynner no filme de 1960.
Ambientada na década de 1880, a série acompanha sete mercenários contratados para proteger uma comunidade quaker, cuja fé defende a não violência, após um massacre cometido por homens a serviço de um implacável proprietário de terras.
Com mais tempo de tela do que os filmes, a série pretende se aprofundar na história de cada um dos mercenários, mostrando o que está em jogo para eles e por que aceitaram a missão.
Além de Matt Dillon, outros nomes já anunciados no elenco são os de Will Patton (“Duelo de Titãs”), Michael Ealy (“Pense como Eles”), Danny Pino (“Law & Order: SVU”), Joshua Close (“Em Sua Pele”), Ken Yamamura (“Tetris”), Michael Rubenfeld (“Xeque-Mate”), Joel Nankervis (“Sua Culpa: Londres”), Joanne Froggatt (“Downton Abbey”) e Amy Forsyth (“Parque do Inferno”).
Escrita e produzida executivamente por Tim Kring (“Heroes”), a série ainda não tem uma data de estreia confirmada.