A advogada e influenciadora Gabriela Prioli passou a ser alvo de uma ação judicial movida pela escritora e professora Maytê Carvalho, que aponta possíveis indícios de plágio no curso “Comunicação com Gabriela Prioli”, lançado em 2025.
A ação, protocolada na 2ª Vara Empresarial e de Conflitos do Estado de São Paulo, tem como objetivo investigar se conteúdos que, segundo a autora, teriam sido utilizados sem autorização ou crédito no infoproduto da influenciadora.
Segundo informações apresentadas no processo, Maytê Carvalho solicitou uma produção antecipada de provas para que sejam analisados documentos, áudios, vídeos e comparações técnicas entre os materiais. De acordo com a ação, a suspeita gira em torno de uma possível reprodução de ideias, metodologias e estruturas narrativas já publicadas em suas obras.
Ainda conforme os autos, entre os pontos destacados estão supostas semelhanças em títulos, conceitos e exemplos práticos utilizados nos conteúdos. A ação também busca apurar se teria havido eventual benefício financeiro a partir dessas similaridades apontadas pela autora.
O caso chama atenção por envolver, segundo a autora da ação, uma relação pessoal anterior entre as duas. De acordo com o relato apresentado no processo, Maytê Carvalho e Gabriela Prioli teriam mantido proximidade e chegado a desenvolver juntas um projeto de curso de oratória, com troca de materiais e planejamento estruturado.
No entanto, conforme consta na ação, a parceria teria sido interrompida de forma unilateral. Ainda segundo o relato da autora, a proposta inicial de coautoria teria sido substituída por um convite para que Maytê atuasse como ghostwriter, ou seja, produzindo conteúdo sem receber crédito público.
A escritora afirma que recusou a proposta. Posteriormente, segundo sua versão apresentada no processo, Prioli teria lançado um curso solo com temática semelhante, o que, de acordo com a autora, motivou o questionamento judicial.
Em depoimento incluído no material, Maytê Carvalho descreve o impacto da situação. “Me senti usada, apagada, invisibilizada. Especialmente por uma outra mulher, a quem considerava amiga”, afirmou. Ela ainda reforça que busca “justiça, reconhecimento e reparação”.
O caso também levanta um debate mais amplo sobre autoria no ambiente digital, especialmente no mercado de infoprodutos, que cresce rapidamente e movimenta valores expressivos.
Em nota enviada à coluna Veja GENTE, do colunista Valmir Moratelli, a advogada negou as acusações. “O conteúdo é autoral, com todas as fontes devidamente indicadas. Qualquer alegação em contrário não corresponde à realidade”, declarou.
A influenciadora também afirmou que, até o momento, não teve acesso oficial ao processo. “Tomamos conhecimento do tema exclusivamente por meio da imprensa”, completou.
A ação ainda está em fase inicial e passa pela etapa de verificação de provas. A partir da análise técnica, poderão ser definidas possíveis medidas futuras, sem que haja, até o momento, qualquer decisão judicial sobre o caso.