Aos 75 anos, Galvão Bueno não quer saber de desacelerar. Prestes a encarar a maratona da cobertura da Copa do Mundo de 2026 - agora no SBT, após rodar por projetos na Band, Prime Video e N Sports -, o narrador vive uma espécie de recomeço. Mas, para dar conta de tanta energia fora da Globo, o foco mudou: a prioridade agora é a saúde!
O jornalista teve uma verdadeira virada de chave após o infarto que enfrentou em 2019, um divisor de águas na sua relação com o tempo e o envelhecimento.
Dono de uma das vozes mais icônicas do país, Galvão já soma mais de cinco décadas de estrada. Na bagagem, carrega as maiores emoções do esporte brasileiro: do tetra ao penta, passando pelas manhãs históricas com Ayrton Senna na Fórmula 1 e inúmeras Olimpíadas. Só que, por trás do pique para encarar mais um Mundial, existe uma rotina de cuidados desenhada a dedo após alguns sustos de saúde.
O estalo principal veio em novembro de 2019. Galvão estava em Lima, no Peru, escalado para a grande final da Libertadores entre Flamengo e River Plate. No meio da madrugada, o corpo cobrou o preço. Levado às pressas para o hospital, ele precisou passar por um cateterismo por conta de um infarto do miocárdio.
Em entrevista ao programa "É de Casa", da Globo, em 2024, o narrador relembrou o susto e contou que o problema cardíaco aconteceu sem sinais prévios aparentes. “Sempre fiz esporte a vida inteira, sempre me cuidei muito bem", contou.
Na conversa, Galvão detalhou os sintomas que sentiu antes da internação: “Viajei para fazer a final e, na madrugada, comecei a ter uma desinteria muito forte, ânsia de vômito e um incomodo no peito. Só quando meu braço esquerdo começou a formigar que acordei a Desirré".
O faro da esposa, Desirée Soares, foi o que salvou o jornalista. Foi ela quem bateu o pé para que eles fossem ao hospital imediatamente, onde a equipe médica detectou a obstrução em uma artéria secundária.
O susto virou lição. De lá para cá, Galvão recalibrou os hábitos e passou a monitorar o corpo de perto. Ao programa da Globo, ele também revelou que o novo estilo de vida incluiu uma perda de peso considerável e exames rigorosos duas vezes por ano. “Faço academia quando posso, jogo golfe, nado e emagreci 12kg", disse ele.
E a lista de superações não para por aí. De 2022 para cá, o narrador encarou uma internação por Covid-19 bem na véspera do Mundial do Catar, uma pneumonia viral em 2025 e, mais recentemente, uma cirurgia de catarata nos dois olhos. O procedimento recente foi estratégico: uma preparação preventiva para garantir que a visão esteja 100% nas transmissões que vêm por aí.
Ao falar sobre o período pós-infarto, Galvão também transformou a experiência em um discurso frequente sobre longevidade, envelhecimento ativo e autocuidado. "Vida existe uma só: andre, faça exercício, movimente o corpo, cuide da alimentação e confie na medicina", aconselhou ele, hoje com 75 anos.