Escritor e uma das referências do ioga na Espanha, Ramiro Calle encontrou nos gatos companheiros e fontes de aprendizado.
Seu vínculo com Émile, um angorá branco, inspirou o livro “Lo que aprendí de mi gato Émile”, publicado em 2022. Para ele, a convivência trouxe lições sobre amor e presença.
Em reportagem do El País publicada em abril de 2026, Calle explicou que praticou ioga durante muitos anos na companhia de gatos. Ao comentar a tranquilidade que observava neles, afirmou:
“Eles são iogues natos. Entram em estados de êxtase com os olhos perdidos no infinito e relaxam como ninguém”.
Para Calle, observar os gatos também é uma oportunidade de aprender a desacelerar. Ele recomenda se aproximar deles com calma, atenção e ternura, respeitando seu espaço e seu tempo.
Ao compará-los a iogues, o professor traduz sua admiração pela tranquilidade que percebe nesses animais.
Além das reflexões de Calle, há pesquisas que investigam como o contato com animais pode ajudar as pessoas a relaxar.
Em um estudo de 2019 da Universidade Estadual de Washington, com 249 universitários, o grupo que acariciou cães e gatos durante dez minutos apresentou níveis menores de cortisol, hormônio associado ao estresse, em comparação aos demais grupos.
A pesquisa avaliou o contato com as duas espécies, sem separar o efeito específico dos felinos.
A combinação entre ioga e companhia felina também já aparece na prática: a Cat Care Society, abrigo nos Estados Unidos, promove aulas de ioga na presença de gatos disponíveis para adoção.
As sessões aproximam pessoas e animais e arrecadam recursos para a instituição. Entre uma postura e outra, pode surgir até um novo companheiro.