Intérprete de Jorginho em 'Três Graças', personagem já morto na novela, Juliano Cazarré não esconde sua devoção pela religião e dá o que falar pelas opiniões políticas e sociais. Agora, o ator dividiu opiniões nas redes sociais ao lançar um novo projeto para combater o 'enfraquecimento os homens' que, segundo ele, vem 'desfazendo famílias'.
Através de uma publicação nas redes sociais, o ator anunciou o 'O Farol & a Forja' que ele classificou, segundo o site Cenapop, como "o maior encontro de homens do Brasil", onde reunirá palestras sobre liderança, empreendedorismo, saúde masculina, vida espiritual e paternidade.
"Ele sabia que ia apanhar. E criou esse evento mesmo assim. Juliano Cazarré já foi cancelado várias vezes. Por falar que pais e mães tem papéis diferentes, por defender a família, por não pedir desculpas por ser homem. E em vez de recuar ele foi mais fundo", escreveu o ator em um post de divulgação, falando sobre si em terceira pessoa.
"Ficar em silêncio com a coisa do jeito que tá é pior ainda. Eu me sinto culpado. Ele vê homens perdidos. Famílias se desfazendo. Uma sociedade que enfraqueceu os homens e que está pagando um preço alto por isso. O Farol & a Forja nasceu dessa recusa em ficar calado", completou Juliano Cazarré, que é pai de 6 filhos.
Nos comentários da publicação, segundo o portal Cenapop, diversos famosos se pronunciaram contra o evento de Juliano Cazarré, que já revelou uma cena chocante que não pretende voltar a fazer em projetos. O público também dividiu opiniões entre quem concordava e discordava do projeto.
"Juliano… você não criou… você só está reproduzindo, em maior ou menor grau, na verdade, um discurso que já é amplo e profundamente difundido, enraizado e mata mulheres todos os dias… por favor, dá uma olhada para isso…", disparou Marjorie Estiano.
"Num país com recorde de feminicídios…", relembrou Claudia Abreu. Paulo Betti também não o poupou das críticas: "É tanto convencimento que ele se refere a si mesmo na terceira pessoa como se fosse uma entidade". Elisa Lucinda, por sua vez, disse que o projeto vai na "contramão dos avanços do mundo" e é como um "grande e preocupante delírio".