Juliano Cazarré saiu recentemente de 'Três Graças', onde viveu o ex traficante Jorginho Ninja, mas já pode ser visto novamente na telinha como o engraçado Adauto na reprise da novela 'Avenida Brasil', no Vale a Pena Ver de Novo.
Em entrevista ao 'Encontro com Patrícia Poeta', nesta quarta-feira, 1º, o ator revelou curiosidades sobre a concepção do personagem que caiu no gosto popular. Curiosamente, o gaúcho criou um tipo bem diferente em relação ao pedido pelo diretor José Luiz Villamarim.
“Era um personagem engraçado, maluco. Hoje em dia vejo e não sei como eu tive coragem de fazer desse jeito, porque a encomenda não era essa. A encomenda era: ‘Ele é meio amante latino, meio galã’. Só que eu lia o roteiro e falava: ‘Esse cara é maluco', ele rasga dinheiro" lembrou ele.
No folhetim escrito por João Emanuel Carneiro, Adauto seria um tipo de galã que se interessa por uma mulher mais velha, Muricy, vivida por Eliane Giardini. Durante uma gravação, o diretor se assustou com a interpretação do ator: “Você vai fazer assim mesmo essa cena?”. A orientação era que Adauto tivesse uma 'pegada mais sexy', conta.
Cazarré ainda brinca com a incompatibilidade dele e do diretor: “Tentei fazer, mas só vinha maluquice, e eu fui fazendo cada vez mais maluco e cada vez o público gostava mais. Quando o Zé vinha me dirigia de novo, ele falava: ‘Ah, vai, faz do teu jeito’.”.
A exibição do último capítulo, que parou o Brasil em 2012, foi motivo de comoção para o artista. "Estava assistindo no hotel e não via meu personagem nunca. Pensei: ‘Cara, me cortaram da novela, não é possível. Eu devo ter botado muito caco [falas improvisadas], alguém ficou com raiva de mim, eu não vou aparecer’.”
Para surpresa de Cazarré, Adauto surgiu como o herói nos momentos finais. “O último bloco era do personagem, ele fazendo o gol da vitória do Divino”, relembrou.