'Não conseguia ler nem me concentrar em nada': após vencer o câncer, Kate Middleton revela como driblou névoa mental, efeito colateral muito comum de quimioterapia
Publicado em 22 de julho de 2026 às 16:48
Por Pedro Henrique Cabo | Colaborador
Geek fashionista que canta 'Let It Go' no chuveiro, trata 'O Diabo Veste Prada' como religião e escolheu Piplup como seu inicial. Jornalista metido a designer, cinéfilo de Letterboxd e amante das artes.
Após vencer o câncer, Kate Middleton abriu o coração sobre os efeitos cognitivos da quimioterapia e contou qual foi seu principal refúgio durante o tratamento
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A luta contra o câncer trouxe desafios que foram muito além do tratamento físico para Kate Middleton. A Princesa de Gales falou sobre um dos efeitos colaterais mais comuns da quimioterapia, a chamada "névoa mental", e contou como encontrou na criatividade uma forma de aliviar a dificuldade de concentração durante esse período delicado. O relato foi feito durante uma visita ao hospital The Christie e repercutido pela Vogue Brasil.

Segundo a publicação, Kate compartilhou sua experiência ao conversar com pacientes em tratamento e revelou que atividades simples, como colorir, se tornaram fundamentais para enfrentar os dias em que a mente parecia não responder como antes.

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Durante o encontro, a princesa descreveu como a quimioterapia impactou diretamente sua capacidade de manter o foco. "Não sei quanto a vocês, mas eu não conseguia ler nem me concentrar em nada", afirmou em um vídeo divulgado nas redes sociais, conforme destacou a Vogue Brasil.

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Para driblar essa dificuldade, Kate Middleton encontrou um refúgio inesperado nos livros de colorir. "Colorir era a minha maneira de explorar coisas interessantes e poder fazer algo que não exigisse um produto final ou uma obra acabada. Era apenas uma forma de brincar e se perder", explicou.

De acordo com informações citadas pela Vogue Brasil, esse sintoma é conhecido na medicina como "névoa mental da quimio", ou "chemo brain". Segundo a Clínica Mayo, a condição pode provocar lapsos de memória, dificuldade de concentração e sensação de confusão mental, sendo resultado de uma combinação entre os efeitos da medicação, o estresse do tratamento, alterações no sono e até a dor enfrentada pelos pacientes.

A paixão pela arte já fazia parte da vida da princesa

O interesse de Kate Middleton pelo universo artístico não surgiu durante o tratamento. Conforme lembra a Vogue Brasil, a esposa do Príncipe William é formada em História da Arte pela Universidade de St Andrews, onde concluiu seus estudos em 2005.

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O hábito de colorir, inclusive, já era conhecido pela família real. Em 2016, durante um compromisso oficial com a ilustradora Johanna Basford, o próprio herdeiro do trono e sucessor direto do Rei Charles III, revelou que a esposa era fã dos livros de colorir para adultos, incluindo o sucesso "O Jardim Secreto".

Criatividade também faz parte da educação dos filhos

A arte também ocupa um espaço importante dentro da rotina familiar dos príncipes. Mãe do Príncipe George, que acabou de completar 13 anos, da Princesa Charlotte, de 11, e do Príncipe Louis, de 8, Kate Middleton incentiva constantemente as atividades criativas entre os filhos.

Segundo a Vogue Brasil, a princesa costuma divulgar trabalhos manuais feitos pelas crianças e defende que a expressão artística desempenha papel importante no desenvolvimento socioemocional infantil por meio do Centro Real para a Primeira Infância.

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Em um evento recente da Federação Nacional dos Institutos Femininos, ela contou, com bom humor, que os três filhos passaram boa parte das férias de verão espalhando materiais de artesanato por diferentes cômodos da casa, transformando a criatividade em uma atividade compartilhada por toda a família.

Retorno gradual após vencer o câncer

Kate Middleton foi diagnosticada com câncer em janeiro de 2024. A quimioterapia foi concluída em setembro do mesmo ano e, em janeiro de 2025, a Princesa de Gales anunciou que a doença entrou em remissão. Desde então, ela vem retomando sua agenda oficial de forma gradual. Ao compartilhar as dificuldades enfrentadas durante o tratamento, ela ajuda a dar visibilidade a um efeito colateral frequentemente relatado por pacientes oncológicos. 

Nos compromissos públicos recentes, a princesa também revelou mudanças adotadas em sua rotina após o diagnóstico. Em uma aparição realizada em 12 de março, contou que reduziu significativamente o consumo de bebidas alcoólicas. "Desde o meu diagnóstico, não tenho bebido muito álcool. É algo com que tenho de ter muito mais consciência agora", declarou, segundo relato divulgado à imprensa e reproduzido pela Vogue Brasil.

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