Kate Middleton chamou atenção ao escalar em menos de 24 horas as montanhas mais altas na região do País de Gales, Inglaterra e Escócia no famoso desafio "National Three Peaks" ("Desafio Nacional dos Três Picos", em tradução livre). Cunhada de Meghan Markle, com quem vive em atrito, a princesa de Gales cumpriu o desafio para arrecadar fundos para o hospital onde se tratou de um câncer.
A doença foi revelada em 2024 após um período de ausência da mulher do príncipe William. Quase um ano depois, em janeiro de 2025, Kate revelou a remissão do câncer, porém gerou preocupação ao surgir mais magra sete meses mais tarde. Agora decorrido praticamente mais um ano, a nora do Rei Charles III mostrou disposição para fazer a escalada.
Mas pode alguém praticar uma atividade desse tipo em tão pouco tempo depois da remissão de uma grave doença? "O paciente com o diagnóstico de câncer deve manter a sua vida ativa do ponto de vista da atividade física, no entanto tem que ser algo coordenado com o médico oncologista, o educador físico e todos os profissionais envolvidos", explica ao Purepeople o médico oncologista dr. Ramon Andrade de Mello.
"Porque o câncer é uma doença multidisciplinar, com várias nuances e muitas vezes certas atividades físicas não são recomendadas. Então, de uma forma geral, o princípio é que a atividade física respeite o limite do paciente", reforça o profissional. Mas o que significa de fato e para quem não é indicado?
"Paciente que tem metástase óssea, por exemplo, tem mais limitação, porque em qualquer esforço físico ele pode sofrer uma fratura. Mas aqueles outros pacientes, por exemplo, que estão em quimioterapia, eles, por exemplo, têm um risco mais susceptível de ter infecção. Então eles não podem fazer atividade física que envolve o contato com muitas pessoas", exemplifica o oncologista.
"Então nesses casos, os pacientes podem fazer uma caminhada, podem fazer uma academia em uma academia privada de prédios, condomínio, enfim. Então tudo é uma questão de conversar com o profissional da educação física, o personal trainer e verificar o que é mais adequado em cada cenário", detalha o dr. Ramon Mello, pesquisador honorário da Universidade de Oxford (Inglaterra).
E o oncologista lista os benefícios da atividade física. "Do ponto de vista da circulação sanguínea, liberação de hormônios, e também do ponto de vista psicológico, porque faz com que o paciente tenha maior percepção de uma vida mais normal. Então o paciente que tem câncer, que sai em tratamento, se ele puder manter-se ocupado, é bom para a cabeça dele, porque aí ele acaba por conseguir lidar melhor com a doença e às vezes até desenvolver uma atitude mais proativa e positivista", conclui.
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